Gabriel Silva, ministro da Defesa da Colômbia, afirmou hoje (100719) que levará provas à sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), no próximo dia 22, evidências de que há líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN) vivendo na Venezuela.
“Vamos entregar as informações mais recentes. Aqui não há nada restrito ou fechado. Há evidências que provam que até hoje o narcoterrorismo das Farc, liderado por Ivan Marquez, ordena ataques da Venezuela contra Colômbia”. As informações estão na página do Ministério da Defesa da Colômbia na internet.
Disse ainda o Ministro da Defesa esperar que a comunidade internacional verique as evidências apresentadas pela Colômbia. “O que se espera é, ao levar isso a tribunais internacionais, que a comunidade internacional possa verificar o que estamos dizendo”. Na opinião Gabriel Silva, a comunidade internacional deve cumprir a obrigação de “combater o narcotráfico e o terrorismo”.
Hoyos afirmou que a Colômbia apresentará “fatos concretos” e exige a cooperação ativa da comunidade internacional no combate ao narcotráfico e aos grupos terroristas. No entanto, o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem uma interpretação diferente. Para Chávez, as suspeitas da Colômbia indicam que ele protege as guerrilhas.
As acusações do governo da Colômbia à Venezuela provocaram a convocação de sessão extra da OEA. Não é a primeira vez que os governos dos dois países se desentendem. Há pouco mais de dois anos, Chávez apoiou o presidente do Equador, Rafael Correa, em um conflito com Uribe também por causa do combate à ação das Farc.
Em março de 2008 foi deflagrada a crise diplomática entre o Equador, a Colômbia e a Venezuela. O estopim foi uma ação armada de tropas colombianas em território equatoriano. No ataque foi morto o número dois das Farc, Raúl Reyes. Era apontado como um dos principais líderes do grupo.