Linguagem: EnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish

EMBRAPA e Bayer cooperam para consolidar mercado de carbono

 

EMBRAPA desenvolve estudos com a Bayer para aproveitamento de carbono na agricultura. Foto iStock.
22-07-2020 20:53:48 (754 acessos)
EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a indústria alemã Bayer estão cooperando para consolidar o mercado de carbono destinado à agricultura do Brasil. Ideia é "reduzir incertezas" e custos com pesquisa científica, de modo que os produtores sejam beneficiados "com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE)". Trabalho está começando com soja e milho e terá duração de 12 meses, prevendo-se o término em 2021.

Essa iniciativa denominada “Avaliação piloto do balanço de carbono na produção de milho e soja no Centro-Sul do Brasil: cooperação Bayer e Embrapa para o desenvolvimento sustentável” será conduzida com a participação de três centros de pesquisa da Embrapa no estado de São Paulo: Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). O projeto de pesquisa piloto abrange o ano agrícola 2020/2021, com duração de 12 meses.

“O propósito é contribuir para a valorização, e consequente benefício econômico

para o agricultor, da adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com balanços

de carbono mais favoráveis, por meio da definição e avaliação de protocolos para

estimar, projetar e monitorar a dinâmica e o balanço do carbono em sistemas de

produção dessas culturas”, informa o pesquisador da Embrapa Luís Gustavo Barioni.

A agricultura brasileira já emprega diversas boas práticas que são adaptadoras da agricultura, podendo trazer ganhos de eficiência técnica e produtiva e também maior renda para o agricultor. “Essas práticas poderiam ter maior adoção com o pagamento pelos cobenefícios ambientais associados a elas, em particular a redução das emissões e  o aumento da captura de carbono nos solos agrícolas”, explica Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Embrapa e presidente do Portfólio de Mudanças Climáticas da Empresa.

“A proposta está alinhada com os desafios para inovação priorizados pelo comitê gestor do Portfólio, sobretudo quanto aos desafios vinculados à quantificação de carbono e à redução das emissões de GEE, que se configuram como as mais sustentáveis e as melhores práticas na agricultura. Uma questão importante e que temos trabalhado sempre é a adaptação da agricultura vinculada a essas ações, focadas no tripé da sustentabilidade, ou seja, em benefícios ambientais, sociais e econômicos, que representam os objetivos de inovação definidos no Portfólio”, conta Pellegrino.

Existe um enfoque na divulgação de práticas sustentáveis, para que elas sejam cada vez mais adotadas pelos agricultores, trazendo mais eficiência para o sistema agrícola e promovendo a melhoria da renda no campo. Os benefícios vão além da redução das emissões, incluindo a adaptação da agricultura, tornando-a mais resiliente e promovendo equilíbrio dos sistemas produtivos, com menos impactos em razão das mudanças climáticas. Busca-se ainda gerar uma produtividade maior em razão do manejo mais adequado, revertendo em maior rentabilidade da produção e também melhorando a qualidade de vida do agricultor.

“Os produtores podem realmente contribuir muito para reduzir as emissões de gases de

efeito estufa, otimizando a captura e armazenamento de carbono no solo e sendo

recompensados pela ação. É por isso que a Bayer está atuando em parceria com eles

para trabalhar em prol de um futuro de baixo carbono na agricultura a partir da Iniciativa

Carbono Bayer”, afirma o presidente da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, Rodrigo Santos.

Por meio da adoção de práticas de baixo carbono, como o uso eficaz da terra e melhor manejo de áreas produtivas e agricultáveis, as emissões relacionadas à agricultura podem ser significativamente reduzidas e mais carbono pode ser capturado no solo – beneficiando o planeta e a rentabilidade dos produtores, pois assim eles podem produzir mais alimentos na mesma terra, além de comercializar o carbono capturado, destaca o presidente.

 

Fonte: EMBRAPA - Comunicação Social
 

 Não há Comentários para esta notícia

 

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.

Deixe um comentário

M8dTu