Ludwig van Beethoven, um astro da música, imortal

 

Ludwig van Beethoven, um astro imortal da musica, aos 250 anos de idade. Foto Joseph Karl Stieler
17-12-2020 11:27:44 (131 acessos)
Ludwig van Beethoven faz aniversário em 17 de dezembro. Nasceu há 250 anos na cidade de Bonn, que justamente presta todas as honras e mantém museus perpetuando a vida e o trabalho desse profissional, que se vivesse atualmente poderia ser visto como um desses roqueiros de cara feia e ranzinza. contam os amigos da época que foi pessoa de difícil trato, mas generoso com quem tinha simpatia. No mundo da tecnologia que tudo resolve, Beethoven faz bonito e as peças musicais que construiu são repetidas

Em boa hora a Agência Brasil, que promove a comunicação do País, distribui uma lembrança do compositor alemão. Os áudios disponibilizados abaixo fazem parte de uma série de interprogramas em homenagem a esse gênio da música, veiculadas na Rádio MEC (da Empresa Brasil de Comunicação), com locução de Raquel Ricardo. Confira (para ouvir, clique nas imagens ou acesse. Se não conseguir ver o playerclique aqui):

Beethoven deixou uma impressionante influência. Veja aqui um pouco da história desse gênio que faz parte da vida de todos os seres humanos do planeta Terra.

Primeiros passos (e notas)

Ludwig van Beethoven nasceu em 17 de dezembro de 1770, na cidade de Bonn, na Alemanha. Filho de um tenor da corte real, Beethoven começou cedo a relação com a música. Ensinado pelo pai, que o submetia a horas de estudo no piano, começou a se apresentar aos 7 anos. Com 10 anos, já dominava a obra completa de Johann Sebastian Bach, sem dúvida um inspirador.

Com 21 anos, Beethoven se mudou definitivamente para Viena, na Áustria, cidade onde se estabeleceu e se tornou um respeitado compositor. Aos 26 anos, os primeiros sintomas da surdez que o acompanhou por toda vida, começaram a se manifestar. Entretanto, o problema de saúde não o impediu de criar as mais famosas obras.

Sem ouvir, mas com ouvido musical

Aos 44 anos, Beethoven viu toda a música da vida, ser substituída pelo mais absoluto silêncio. O compositor perdeu completamente a habilidade de escutar, passando a se comunicar através de pequenos cadernos.

Mostrou-se, porém, incapaz de abandonar a música. Apesar da redução na quantidade das composições, aumentou a qualidade do que produzia. Foi neste período que compôs três das obras mais famosas: o Quarteto para Cordas (Opus 131), a 9ª Sinfonia e a Missa Solene.

Romântico e recolucionário

Além de compor peças memoráveis e premiadas, Beethoven foi, para muitos, precursor de uma nova era na música: a romântica. Apesar de iniciar a carreira em meio ao período clássico, marcado pelo ideal de racionalidade, compôs as últimas obras recheadas de drama, tensão, exploração harmônica e estrutural. Essas características se encaixam no contexto do movimento romântico.

Uma das principais transgressões musicais foi incluir solistas vocais e coros no movimento final da 9ª Sinfonia. Até então, esse gênero musical era exclusivamente instrumental. Não é possível dizer que Beethoven tenha sido o “primeiro romântico”, mas foi o primeiro a mesclar os estilos. Um romântico clássico.

Últimos dias difíceis

Beethoven morreu em 26 de março de 1827. Não há certeza da causa da morte do compositor. Algumas versões apontam que morreu por problemas relacionados ao álcool. Outras apontam para morte por envenenamento com anuência de seu médico. Nas últimas palavras, teria dito: “aplaudam, amigos, a comédia terminou”. Verdade ou não, a despedida de Beethoven, em Viena, teve um público de cerca de 20 mil pessoas que aplaudiram uma trajetória que a morte não conseguiu acabar.

Composições premiadas

A prova de que a audição limitada não atrapalhou o talento de Beethoven está no reconhecimento das composições por parte do próprio ambiente musical clássico. Em 2016, a BBC Music Magazine fez uma votação entre 151 maestros, para escolher as melhores sinfonias da história.

Beethoven ganhou “medalha de ouro e de prata”. Eroica (a terceira sinfonia de Beethoven) ficou em primeiro lugar. O segundo lugar da lista ficou outra obra de Beethoven, a 9ª Sinfonia (chamada Coral). Ambas composições foram criadas quando Beethoven já começava a ser acometido pela surdez (sendo que a 9ª Sinfonia foi composta quando já era completamente surdo).

Legado no cotidiano

A obra do compositor transcendeu a música clássica; alcança pessoas que talvez nunca cheguem a saber quem era Beethoven. A prova disso é que composições dele podem ser escutadas nos espaços mais corriqueiros.

Für Elise (Para Elise) pode ser escutada em esperas de telemarketing e até em caminhões distribuidores de gás de cozinha. A introdução da Sinfonia Nº 5 virou sinônimo para suspense enquanto a Ode a Alegria embala momentos vitoriosos em esportes. Sem contar trilhas que embalam espetáculos musicais ou filmes como, por exemplo, Laranja Mecânica ou Duro de Matar.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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