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Brasil tem maior potencial do mundo para estocar carbono

 

22-01-2022 18:04:57 (201 acessos)
O Brasil ocupa o primeiro lugar entre os 15 países que detêm o maior potencial para estocar carbono no mundo. Por esta razão o Governo Federal considera fundamental, investir em estudos do solo para as políticas de descarbonização da agricultura brasileira. Dados foram apresentados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na 9ª assembleia plenária da Aliança Mundial pelo Solo (GSP). Pesquisadores da EMBRAPA estão à frente desse trabalho e opinam assim:

  • Novos mapas de estoque de carbono orgânico do solo do Brasil vão contribuir para a descarbonização da agricultura brasileira.

  • Mapas são um avanço do PronaSolos, a maior plataforma tecnológica do País sobre solos brasileiros, lançada em 2020, pelo Governo Federal..

  • Os solos têm papel crucial na mitigação de mudanças climáticas, pela capacidade de sequestrar carbono da atmosfera e estocá-lo de forma mais estável.

  • Os mapas são vitais para a saúde do solo, produção agrícola e enfrentamento às mudanças climáticas..

  • Podem contribuir para novos estudos e políticas públicas em prol desse recurso natural, que responde por 2/3 da quantidade de carbono do ecossistema terrestre.

  • Os mapas trazem medidas inéditas do estoque de carbono em profundidade nos solos (até dois metros), o que é muito importante para o País.

Programa Nacional de Solos do Brasil, PronaSolos, do Governo Federal, ganhou um importante reforço com o lançamento dos novos mapas de estoque de carbono orgânico dos solos do Brasil, elaborados pela Embrapa Solos(RJ). Os solos têm um papel crucial na produção de alimentos, fibras e energia, bem como na mitigação das mudanças climáticas e os mapas ilustram o conhecimento do País nessa área. De acordo com dados apresentados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na 9ª assembleia plenária da Aliança Mundial pelo Solo (GSP), o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os 15 países que detêm o maior potencial para estocar carbono no mundo, e investir em estudos do solo é fundamental para as políticas de descarbonização da agricultura brasileira. 

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, apresentou os novos mapas durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que acontece em Glasgow, Escócia, até o dia 12 de novembro de 2021. “Trata-se de mais uma contribuição da ciência para a agricultura brasileira, de fundamental importância para o enfrentamento das alterações climáticas”, destacou.

“Os novos mapas são uma linha de base para saber o que temos de carbono estocado nos solos do País, contribuindo dessa forma para diversos estudos como o Programa ABC+, onde já são usados, e em outras políticas públicas. Permitem identificar áreas degradadas, quando a matéria orgânica não está mais presente, áreas com grandes estoques de carbono, mas alta vulnerabilidades às mudanças climáticas, como as de mangue e solos orgânicos, além de potencial para gerar mapas de potencial de sequestro de carbono, entre outros usos”, diz a chefe geral da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin.

 

Fonte: EMBRAPA, comunicação social
 

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