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Brasil começa aplicar pagamento por serviços ambientais

 

Preservar floresta como esta da Amazônia, levará a ganhos no Brasil. Foto TV Brasil.
06-04-2022 23:53:14 (250 acessos)
Brasil está executando na prática o sistema de concessões de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e de créditos de carbono em Unidades de Conservação Florestal. Isso0 está sendo viabilizado através de um acordo de cooperação técnica firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Modelo é inédito e pioneiro porque passa ser atividade rentável, a conservação de floresta

 

De acordo com o BNDES, o modelo é inédito no país e representa um passo pioneiro para transformar a conservação da floresta em atividade rentável para a população local.

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, explicou que o acordo dá ao Governo a oportunidade da concessão para a preservação. “Isso significa concessionar para alguém que vai proteger, que vai conservar aquela área e assim conseguir gerar créditos de carbono de floresta nativa dentro do programa Floresta+ Carbono e, dessa forma, remunerar essa atividade de proteger e conservar floresta nativa.”

Programa Floresta+ Carbono prevê a geração de créditos de carbono pelo ato de conservar e recuperar a vegetação nativa, além de gerar alternativa de renda para os brasileiros que vivem na Amazônia e em outros biomas.

“Essa é uma boa opção para concessão dos parques nacionais. Onde ainda não existe visitação, você pode fazer conservação. Além, é claro, do manejo florestal sustentável. É o governo federal trazendo soluções para o empreendedor que quer ajudar a proteger os parques nacionais”, completou Leite.

Duas etapas

O projeto será executado em duas etapas. Na primeira fase, ele prevê um estudo aprofundado do arcabouço legal brasileiro referente a esses serviços e à viabilidade desse modelo de concessão.

Já na segunda fase, será feita a estruturação de três potenciais projetos de concessão para proteção e regeneração de seis unidades de conservação (UCs) na Amazônia, cobrindo área superior a 1,7 milhão de hectares.

A intenção do ministério e do BNDES é utilizar essas concessões por PSA na conservação da Amazônia e no desenvolvimento socioeconômico das populações locais, trazendo investimentos diretos ao território e remunerando quem mais protege o meio ambiente.

Participaram também da cerimônia os presidentes do BNDES, Gustavo Montezano, e do ICMBio, Marcos Simanovic.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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