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Deslocados por conflitos no mundo passam de 100 milhões

 

Deslocados por conflitos no mundo passam de 100 milhões
23-05-2022 12:04:30 (72 acessos)
Conflitos, violência, violações de direitos humanos e perseguições, são os motivos que levaram pessoas de todo o mundo a abandonar tudo o que tinham e fazem, à procura de um lugar de paz. Piores países que agravaram a condição humana, são a Ucrânia, Venezuela, Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo. Em alguns países há tendência ao agravamento, porque os conflitos não tem solução. Assim estão o Afeganistão, Ucrânia e Congo.

 

Foto: refugiados da Venezuela superlotam as rodoviárias e fronteiras do Brasil 

exigindo ações do Governo Federal para diminuir o sofrimento. 

Além de dotações alimentares, foi preciso reforçar o atendimento em saúde.

 

Números do Alto Coimissariado das Nações Unidas para Refugiados, ACNUR, devem ser maiores até a data de 16 de junho, quando o alto comissário Filippo Grandi8 vai divulgar um novo relatório a respeito dos deslocamedntos humanos no mundo. São pessoas forçadas a fugir de conflitos, violência, violações de direitos humanos e perseguições, essas que pela primeira vez, superaram a marca de 100 milhões, impulsionadas pela guerra na Ucrânia e outras violências.

“Cem milhões é uma cifra bastante forte – séria e alarmante em igual medida. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido”, disse Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados. “Isto deve servir de alerta para resolver e prevenir conflitos destrutivos, acabar com a perseguição e enfrentar as causas que forçam pessoas inocentes a fugirem de suas casas”.

De acordo com novos dados do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), o número de pessoas forçadas a se deslocar no mundo aumentou para 90 milhões no final de 2021, impulsionado por novas ondas de violência ou conflitos prolongados em países como Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo. Além disso, a guerra na Ucrânia deslocou 8 milhões dentro do país neste ano, e mais de 6 milhões de movimentos de refugiados para fora da Ucrânia foram registrados.

Maior que 1% da população mundial, o número total é equivalente ao 14º país mais populoso do mundo. Este número inclui refugiados e solicitantes da condição de refugiado, bem como as 53,2 milhões de pessoas deslocadas internamente por conflitos, de acordo com um relatório recente do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos (IDMC, na sigla em inglês).

“A resposta internacional às pessoas que fogem da guerra na Ucrânia tem sido extraordinariamente positiva”, Grandi acrescentou. “A compaixão está viva e precisamos de uma mobilização semelhante para todas as crises ao redor do mundo. Mas, em última análise, a ajuda humanitária é um paliativo, não uma cura. Para reverter esta tendência, a única resposta é a paz e a estabilidade para que as pessoas inocentes não sejam forçadas a decidir entre o perigo grave em casa ou a saída precária e o exílio”.

O ACNUR divulgará seu relatório anual Tendências Globais em 16 de junho, delineando um conjunto completo de dados globais, regionais e nacionais sobre deslocamento forçado para 2021, bem como atualizações mais limitadas até abril de 2022, e detalhes sobre retornos e soluções.

Apesar dessas informações, há outros números no sistema ONU. Há uma semana (220516) circulou referência nestes termos, tratando de deslocamentos internos, que acaba sendo outro drama, às vezes pior, porque as pessoas não conseguem sair do ambiente de agressão. 

Em 2021 os deslocamentos internos somaram 59,1 milhões de pessoas,

4 milhões a mais do que em 2020, revelou a Agência da ONU para

as Migrações (OIM) citando o último Relatório Global sobre Deslocamento

Interno (GRID), produzido pelo Centro de Monitoramento de Deslocamento

Interno (IDMC). Classificou como uma ferramenta valiosa às organizações

humanitárias e governos, no apoio às comunidades afetadas por desastres e outras crises.

 

Fonte: ACNUR
 

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