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Câmeras não serão usadas por policiais em operações nas favelas

 

Câmeras não serão usadas por policiais em operações nas favelas
28-05-2022 18:57:21 (94 acessos)
"Não há previsão para que unidades operacionais, incluindo a Polícia Civil, que fazem operações nas favelas, comecem a usar câmeras." Palavra do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ao oficializar o início das atividades da Polícia Militar, usando filmadoras portáteis acopladas aos uniformes. Agentes de 8 batalhões já estão nas ruas empregando o equipamento; mas há 21 mil câmeras compradas e à disposição. A hora de usar será definida pelos comandos da PM.

 

Foto: Polícia Militar do Rio de Janeiro passa usar câmeras no uniforme.

Tecnologia e preparo profissional ajudam superar os crimes.

Atuação dos policiais será inicialmente nos batalhões de Botafogo, Méier, São Cristóvão, Tijuca, Olaria, Ilha do Governador, Copacabana e Leblon -- e da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada em Laranjeiras.

Coronel Luiz Henrique Marinho Pires, secretário de Polícia Militar, disse que as câmeras servirão para proteção dos policiais e da sociedade. “O equipamento vem para proteção, não vem para punir ou para vigiar ninguém, o equipamento vem proteger a tropa, proteger o nosso trabalho, proteger a sociedade.”

De acordo com Pires, o uso das câmeras também levará à mudança no comportamento do policial militar e da sociedade, que “há muito  desejava” a implantação do equipamento de filmagem das ações da corporação.

Segundo o governador Cláudio Castro, as câmeras, que serão usadas inicialmente pelas equipes de patrulha, vão ajudar a dirimir dúvidas sobre possíveis erros dos agentes de segurança, cujas ações muitas vezes são incompreendidas. Castro explicou que o uso da câmera faz parte de um processo de evolução da Polícia Militar w que poderá esclarecer quando não é o policial que erra.

Informou que foram compradas 21 mil câmeras compradas que irão para locais de patrulhamento. “Quem dirá a curva de aprendizado e a hora de avançar é a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e eu reitero a minha confiança da Polícia Militar.”

Nas favelas não

O governador disse que não há previsão para que unidades operacionais, incluindo a Polícia Civil, que fazem operações nas favelas, comecem a usar câmeras. Segundo Castro, isso colocaria o policial em risco. “A operação é planejada, tem estratégia, tem sigilo. Há que se tomar muito cuidado, principalmente pensando na vida do policial. Não posso colocar meu policial, que já está lá na linha de frente, trocando tiro. Como é que ainda vou expor por onde ele entra, a estratégia dele. Então, há que se ter um cuidado muito grande para não virar uma carnificina de policiais. Lá do outro lado, também tem gente estudando nossos passos. Eu não vou botar a vida do meu policial em risco.”

Para o coordenador do Fórum Grita Baixada, Adriano de Araújo, uma das entidades de direitos humanos que reivindicam o uso de câmeras nos uniformes dos policiais, a iniciativa é bem-vinda, porém, sozinha, não dará conta de reduzir as mortes provocadas pelas forças de segurança.

“Tudo que envolve tecnologia precisa de detalhamento sobre outros procedimentos para que se garanta o objetivo final da filmagem. Que a câmera não possa ser desligada pelo próprio policial, que as imagens sejam arquivadas por um tempo considerável, porque, às vezes, denúncias podem demorar a chegar. Que haja tecnologia que impeça a edição das imagens e, principalmente, que famílias envolvidas em possíveis violações e os próprios advogados, tenham acesso às imagens.”

 

Rio de Janeiro começa usar câmeras nos uniformes de policiais

A exemplo de São Paulo onde os confrontos se reduziram 87%, também a Polícia Militar do Rio de Janeiro está implantando (220530) o sistema de câmeras acopladas a uniformes de policiais. Unidades onde o recurso começa funcionar são a 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (Laranjeiras) e 8 Batalhões de Polícia Militar (BPM) da capital: 2º (Botafogo), 3º (Méier), 4º (São Cristóvão), 6º (Tijuca), 16º (Olaria), 17º (Ilha do Governador), 19º (Copacabana) e 23º (Leblon).

O início da operação das câmeras foi às 9 horas da segunda-feira (220530), precedido de uma cerimônia na Praça do Lido, em Copacabana, à qual foram o governador, Claudio Castro, e o secretário de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires.

A utilização de câmeras nos uniformes da Polícia Militar do Rio de Janeiro está prevista em uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do estado em maio de 2021.

A medida já foi adotada no estado de São Paulo, onde os batalhões que adotaram o sistema de câmeras pessoais tiveram uma redução de 87% nas ocorrências de confronto, segundo levantamento da corporação.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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