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Mulher já reduz desigualdade de ganhos com os homens

Mulher já reduz desigualdade de ganhos com os homens
[foto] - Mulher melhora nos índices de ganhos ante o homem. Lucy Araújo assume gerência da propriedade. Foto EMBRAPA
08-03-2024 10:59:58 (316 acessos)
Igualdade salarial, ganhos mais justos, fiscalização contra a discriminação, foram pautas da sociedade brasileira nos últimos anos. E deram resultados, porque a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está fazendo referência a uma "redução na diferença entre salários pagos às mulheres e aos homens." Cita a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicadora que a paridade passou de 72 em 2013 para 78,7 em 2023.

 


Informações mostram que a participação feminina em cargos de liderança passou de 35,7% em 2013 para 39,1% em 2023. O índice de empregabilidade das mulheres apresentou evolução entre 2013 e 2023, passando de 62,6 para 66,6, respectivamente, crescimento de 6,4%.Indicaram que as mulheres têm mais escolaridade que os homens: enquanto elas têm, em média, 12 anos de estudo; os homens têm 10,7 anos.

Essa foi a tendência registrada desde 2013. A paridade de gênero é medida em uma escala de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior a equidade entre mulheres e homens.

Dados estão no levantamento Mulheres no Mercado de Trabalho, da CNI e foram exibidos na primeira reunião de 2024 do Fórum Nacional da Mulher Empresária, da Confederação.

O tempo dedicado à chamada jornada de trabalho reprodutiva, ou seja, aquela que envolve as atividades domésticas e de cuidados com familiares, também é maior entre as mulheres. No caso das pessoas empregadas, esse tempo foi de 17,8 horas semanais para mulheres e de 11 horas para homens em 2022. Entre os desocupados – desempregados e pessoas em busca de emprego –, a diferença é ainda maior: as mulheres exercem 24,5 horas semanais de trabalho e os homens, 13,4 horas.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, apesar da redução das diferenças entre gêneros da última década, é preciso continuar avançando e rápido.

“É urgente ampliar o debate e implementar medidas concretas para chegarmos a um cenário de equidade plena no mercado de trabalho brasileiro.”

Lei pela igualdade

Em julho de 2023, o governo federal sancionou uma lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres e estabelece medidas para tornar os salários mais justos, aumentando a fiscalização contra a discriminação e facilitando os processos legais para garantir igualdade salarial.

Com a nova lei, empresas com 100 ou mais funcionários devem fornecer relatórios semestrais transparentes sobre salários e critérios de remuneração. Esses relatórios devem conter informações que permitam comparar salários e remunerações entre homens e mulheres de forma objetiva.

Caso haja alguma irregularidade, serão aplicadas punições administrativas e os processos legais para corrigir a desigualdade devem ser facilitados.

Também foram instituídos canais para denunciar o descumprimento da igualdade salarial por parte de empresas e entidades em geral. As pessoas podem encaminhar os casos por meio de um portal do Ministério do Trabalho ou pelo telefone: Disque 100, Disque 180 ou Disque 158.

 

 

Fonte: CNI, IBGE AgBr
 

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