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Medicamentos genéricos, 25 anos no Brasil

Medicamentos genéricos, 25 anos no Brasil
[foto] - Genéricos, uma boa solução no Brasil. Foto Governo da Bahia, Mateus Pereira
16-05-2024 11:52:33 (151 acessos)
Está na boca do povo que é duvidosa afirmação de que se trata de produto mais barato, devido à ganância dos comerciantes em se aproveitar da necessidade dos pacientes. Mas na maioria dos casos a prática indica que os medicamentos genéricos são mais baratos. "Desde o início da lei, há 25 anos, economizou-se quase R$ 300 bilhões, que é um número relevante, já que a lei prevê que o medicamento genérico seja ao mínimo 35% mais barato..." Palavras do industrial Tiago de Moraes Vicente.

 


Tiago é o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, a PróGenéricos e esteve na Câmara dos deputados para falar sobre os 25 anos da Lei dos Medicamentos Genéricos. Lembra que nos últimos 5 anos, o aumento nas vendas foi, em média, de 5% ao ano. Em 2023, foram vendidos 2 bilhões desses remédios no Brasil. São dados da Associação.

"O medicamento de referência, aquele medicamento de marca que é desenvolvido nas pesquisas pelos laboratórios, precisava de um concorrente." São explicações do deputado Luiz Carlos Hauly (PR) que era líder do Governo na época da votação da Lei dos Genéricos.

"Mas nós precisamos investir mais, fazer com que o complexo econômico da Saúde funcione com possibilidade real de inovação de tecnologia, para reduzir a vulnerabilidade do Brasil, reduzir a dependência externa." É o que diz a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que participou da votação. José Serra, era ministro da Saúde, e defendia os genéricos.

Marco na história da saúde


Para Carlos Magno, do Conselho Federal de Medicina (CFM) "a Lei dos Genéricos foi um marco na história da saúde no Brasil." Veja o que diz: “A importância foi a disponibilidade de medicações básicas para grande parte da população brasileira que, sabemos, têm um custo elevado. A população brasileira não tem disponibilidade financeira para manter o uso constante de medicações. Hoje, elas estão nas farmácias populares, fazem parte da manutenção básica da saúde do Brasil."

Remédios mais usados


Explica o Presidente da BioGenéricos que os medicamentos genéricos mais utilizados pela população tem relação com as doenças crônicas, como hipertensão, colesterol, problemas que acometem o sistema nervoso central.

"Desde o início da lei, há 25 anos, economizou-se quase R$ 300 bilhões, que é um número relevante, já que a lei prevê que o medicamento genérico seja ao mínimo 35% mais barato que o medicamento pioneiro", afirma.

Tiago Vicente informa que hoje são 100 laboratórios fabricando genéricos no Brasil; e, citou também propostas que foram aprovadas depois pela Câmara e que são benéficas para o setor, como a reforma tributária, que deve reduzir alíquotas de medicamentos.

Mais barato e de qualidade


O diretor-executivo de Genéricos da EMS, Cauê Nascimento, empresa que ocupa  a liderança no segmento desde 2013, afirma que o medicamento de referência ou inovador precisa de um período de exploração, que é protegido pela Lei de Patentes, para garantir que esses investimentos tenham um retorno financeiro para aquelas empresas que investiram em pesquisa.

"Quando a patente expira, aí  outras empresas podem entrar nesse mercado e copiar essas moléculas, pulando etapas de alto custo de fabricação e pesquisa e testes de um novo produto. É por isso que o medicamento genérico chega para o consumidor muito mais barato", explica. 


Destaca o dirigente que o preço não tem relação com qualidade, uma vez que são feitos dois testes importantes para assegurar que o medicamento genérico tenha a mesma eficácia e absorção do remédio de referência: de referência.o de equivalência farmacêutica, que prova a composição do produto; e o de bioequivalência, realizado em seres humanos para garantir que os genéricos serão absorvidos como produto

 

 

 

Fonte: Agência Câmara, Paula Moraes e Rachel Librelon
 

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