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Material didático em braille atrasa na entrega, mas logo vai chegar


25-02-2026 19:42:29
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Nem todos os deficientes visuais totais e com baixa visão, receberam material didático em braille para uso no ano letivo de 2026. Mas Fernanda Pacobahyba, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), disse que as "demandas já estão em atendimento," após reconhecer que houve atraso na entrega. Respondeu a uma informação de Letícia Palma, da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva, durante debate na Câmara Federal.

 


Oferta de livros didáticos em braille e em formatos acessíveis para estudantes cegos e com deficiência visual foi o tema das dfiscussões pelos representantes do Ministério e da Associação, a pedido do deputado Rodrigo Rolemberg (PSB-DF) da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados.

Explicou a representante do FNDE que a compra dos materiais solicitados pelas escolas respeita as diversidades sociais, culturais e regionais. A aquisição é feita por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). De acordo com o censo escolar, todos os estudantes públicos da educação especial estão incluídos no programa.

Fernanda Pacobahyba explicou quem pode receber livros em braille pelo PNLD: “Hoje, o público elegível é o aluno registrado no censo escolar, nas etapas atendidas pelo programa, em escolas públicas. São 3.940 estudantes. Mas é fundamental que a rede municipal, estadual ou federal faça a adesão e a escolha do material. Sem isso, não conseguimos identificar a necessidade do aluno.”

Números não coincidem 


A representante da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva, afirmou, entretanto, que há divergência entre o número de estudantes que precisam de material em braille e as solicitações registradas no PNLD.

Assegurou que o número de estudantes cegos e com baixa visão é maior do que o registrado no censo escolar. Leticia sugeriu mudanças no sistema de solicitação de livros pelas escolas:

“Os dados estão abaixo do número real de estudantes no Brasil. Podemos discutir medidas a serem sugeridas ao Ministério da Educação e ao FNDE, como aprimorar o registro de estudantes com deficiência, cruzar dados com o censo escolar, criar alertas de inconsistências nos sistemas e capacitar as escolas para o preenchimento correto das informações.”

O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que também pediu a audiência, disse que a comissão vai analisar os dados apresentados. Segundo ele, o objetivo é garantir que estudantes cegos ou com baixa visão tenham acesso aos recursos pedagógicos necessários.

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias
 

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