Linguagem: EnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish

Autismo, avaliação no SUS pode demorar até 4 anos. Projeto para melhorar.


25-02-2026 20:13:49
(20 acessos)
 
Brasileiros portadores de transtorno do espectro autista (TEA) estão esperando até 4 anos para receber avaliação neuropsicológica no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é uma constatação dos parlamentares que ouviram em Brasília, especialistas e responsáveis pelo sistema de saúde. Há "falta de políticas específicas para adultos" e nem mesmo se sabe ao certo, os números de pessoas na condição; o que dificulta o planejamento de atenção pública.

 


Na Comissão Especial sobre a Política Nacional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, está em análise o Projeto de Lei 3080/20.

“Sem dados, não conseguimos saber quantas pessoas precisam de atendimento. Precisamos enfrentar as brechas que hoje não recebem atenção.” Assdim falou a deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

Artur Almeida Medeiros, coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência

do Ministério da Saúde, informou que a pasta lançou, em setembro de 2025,

uma Linha de Cuidado para pessoas com TEA. O documento organiza o

atendimento no SUS e estabelece a Atenção Primária como porta de entrada.

Segundo Medeiros, sinais de autismo em adultos podem ser confundidos ou não identificados, o que exige profissionais capacitados. Disse que o Ministério ainda não tem dados específicos sobre diagnóstico tardio e que trabalha para incluir a identificação de pessoa com deficiência e de TEA, nos sistemas de informação do SUS.

Diagnóstico tardio


Guilherme de Almeida, presidente da Associação Nacional para Inclusão de Pessoas Autistas, afirmou que há poucos dados sobre a situação de adultos com autismo, especialmente acima dos 45 anos.

Números estimados:

  • Emprego: segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 20% das pessoas com autismo estão no mercado formal de trabalho.
  • Ensino superior: apenas 0,8% da população autista brasileira conclui a graduação.
  • SUS: a espera por avaliação neuropsicológica pode chegar a quatro anos.

Diagnosticado aos 36 anos, Almeida defendeu a criação de protocolo específico para rastreamento de autismo em adultos e a implementação de um programa nacional de emprego apoiado.

“O diagnóstico tardio é libertador. Agora sei que não sou louco, depressivo ou burro”, relatou, ao citar o depoimento de uma mulher com autismo.

Atendimento após os 18 anos


A vice-presidente do movimento Orgulho Autista Brasil, Viviane Pereira Guimarães, criticou a interrupção do atendimento após os 18 anos.

“Nossas terapias vão até os 18 anos. Depois disso, a pessoa deixa de ser acompanhada pela rede e perde apoio social”, afirmou.

Vice-Presidente também relatou casos de servidores públicos que tiveram o diagnóstico de TEA questionado em perícias médicas ao solicitarem adaptação da jornada de trabalho, como o regime de trabalho remoto.

Segundo Viviane, profissionais sem formação específica em saúde mental têm desconsiderado laudos especializados.

Seminários no Brasil


Ao final da audiência, o colegiado aprovou requerimentos para realizar seminários regionais em municípios de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. O objetivo é ampliar o debate sobre o Projeto de Lei 3080/20, que institui a Política Nacional para Pessoas com Autismo.

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias
 

 Não há Comentários para esta notícia

 

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.

Deixe um comentário

SBj8K