
Há mais de 2 anos, biólogos vem estudando as tartarugs e outras espécies que vivem no litoral. São feitas análises do comsportamento e costumes alimentares. Uma das suposições é de que o retorno da Tartaruga Cabeçuda ao local, é frequência de alimentos, que estaria ligada à gradativa melhora das águas. Apesar disso os estudos indicam que aa Baía ainda está muito poluída.

Para as pesquisadoras, a presença desses animais na região, é inédita. A tartaruga-cabeçuda costuma viver em áreas oceânicas e se alimenta principalmente de crustáceos, como camarões e lagostas. A presença mais constante em águas internas da Baía de Guanabara ainda está sendo estudada.
“Não temos informações pretéritas sobre a ocorrência da espécie no interior da baía, apenas relatos pontuais feitos pelos pescadores, que informavam ser mais rara a sua presença. Desde julho de 2025, esses registros começaram a aumentar e passou a ocorrer também a entrada delas nos currais de pesca.” Assim explica Larissa
Para compreender o fenômeno, o Projeto Aruanã prepara uma nova etapa de monitoramento com transmissores via satélite. O objetivo é identificar rotas, tempo de permanência e áreas preferenciais dentro da baía.
Larissa destaca que, embora a região possa oferecer alimento, também apresenta riscos importantes à sobrevivência dos animais. “Há diversas atividades de origem humana ocorrendo na Baía de Guanabara. Podemos citar contato constante com águas poluídas, colisões com embarcações, ingestão de resíduos sólidos e captura acidental em artes de pesca.”
Bióloga Suzana Guimarães obseerva que “não é possível afirmar se há relação direta entre uma melhora na qualidade ambiental da Baía de Guanabara e a ocorrência de tartarugas marinhas, uma vez que ainda são limitadas as ações efetivas voltadas à despoluição e ao monitoramento dessas espécies.”
Preservação de espécies em vias de extinção volotou à relevância em 2025 com o caso de Jorge, tartaruga-cabeçuda macho que viveu cerca de 40 anos em cativeiro na Argentina e foi devolvida ao mar após processo de reabilitação. Monitorado por satélite, o animal surpreendeu pesquisadores ao entrar na Baía de Guanabara poucos meses depois da soltura.
“Até hoje os pescadores comentam que seguem tentando encontrar o Jorge. Tudo isso desperta um senso de conservação nas pessoas, além de estimular o interesse para as questões ambientais,” afirmou Suzana.
Fonte: Agência Brasil, Anna Karina de Carvalho
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