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Médico alerta que há sarampo no ambiente da Copa do Mundo. Vacinar.

Médico alerta que há sarampo no ambiente da Copa do Mundo. Vacinar.
[foto] - Sarampo registrado no ambiente da Copa do Mundo. Vacinar para ir aos EUA.

06-06-2026 14:54:00
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Já vivendo o movimento da Copa do Mundo de Futebol, EUA, Canadá e México, enfrentam surtos de sarampo. É um cenário preocupante, alerta o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, de Campinas, São Paulo. Há registros do sistema de controle de saúde, de que até maio houve 1983 casos em 2025 e agora já são 2288. Essa doença exige atenção quanto à vacina protretora, dos frequentadores de estádios e das festas.

 


Diz o CDC que até 28  de maio de 2026, os EUA  registraram essa incidência. Pior,  o CDC informa que nos EUA  até os locais com boa cobertura vacinal podem ter pessoas não vacinadas que coloquem em  risco os turistas sem proteção vacinal. No Brasil a doença está erradicada, mas o  aumento da circulação internacional do vírus associado à Copa do Mundo, exige vigilância redobrada.

 

De acordo com o , o cenário é preocupante. “O sarampo é considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do planeta. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para outras 18, afirma. Isso explica a estimativa OMS (Organização Mundial da Saúde)  de 95 mil mortes/ano no mundo, a maioria de crianças com até cinco anos, que poderiam ser evitadas com a vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola.

Grupos de risco

Nem todos os infectados pelo sarampo apresentam o mesmo risco de perder a visão. Enquanto a maioria desenvolve apenas conjuntivite e sensibilidade à luz, outros sofrer complicações que atingem estruturas nobres do olho, como córnea, retina e nervo óptico. Os principais grupos de risco são: quem não é vacinado, crianças, idosos, imunossuprimidos, desnutridos, gestantes e pessoas com deficiência de vitamina A.

Sintomas e como evitar a disseminação.

“O vírus do sarampo tem elevada afinidade com vias respiratórias, olhos e pele. Os primeiros sinais que denunciam a infecção são vermelhidão nos olhos e manchas brancas na mucosa bucal”, afirma.

Para evitar a disseminação do vírus,  Queiroz Neto ensina observar se a criança fecha os olhos sob o sol e examinar a boca.  Caso apresente pequenos pontos brancos na mucosa das bochechas indicam sarampo. Para evitar a disseminação do vírus são necessárias medidas de isolamento: Interrupção temporária das aulas, atividades em grupo e separar  todos os objetos de uso pessoal.  “As manchas vermelhas no rosto que se espalham pelo corpo só aparecem depois de 3 a 5 dias”, pontua.

Transmissão e riscos na gravidez

O sarampo é transmitido por gotículas de saliva durante a fala,   espirro, respiração e tosse. O especialista que é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) recomenda às gestantes  evitarem as aglomerações da Copa. Isso porque, o sarampo na gestação, pode cursar com  aborto espontâneo e parto prematuro, condições  perigosas à vida da mãe e do bebê. “Uma das consequências para  a visão da criança é a retinopatia da prematuridade, doença que afeta os vasos da retina e pode levar a perda da visão”, pontua.  A prematuridade também interfere no desenvolvimento do olho, aumentando o risco de estrabismo ou olhos desviados, alta miopia e ambliopia ou olho preguiçoso, maior causa de cegueira monocular na infância, salienta o oftalmologista.

 Outras doenças oculares

As principais doenças oculares decorrentes do sarampo, sintomas e riscos  elencadas pelo oftalmologista são:

Conjuntivite: Surge no início do sarampo da maioria das pessoas e geralmente desaparece espontaneamente. Queiroz Neto recomenda usar óculos escuros no sol para reduzir o desconforto e passar por consulta para uma recomendação personalizada. Afinal, cada olho é único.

Ceratite é uma infecção da córnea.  Os sintomas incluem dor, vermelhidão, lacrimejamento, sensibilidade à luz visão turva temporária, mas pode levar à formação de cicatrizes e  diminuição permanente da visão. Exige acompanhamento oftalmológico.

Cicatrizes na córnea ou úlceras são feridas abertas que podem aparecer como pontos brancos na parte frontal do olho e geralmente são tratadas com colírios antivirais ou antibióticos. Quando cicatrizam podem prejudicar a visão e causar cegueira.

Retinopatia embora rara, há casos em que o vírus do sarampo destrói a retina, parte posterior do olho que converte a luz em impulsos elétricos que vão para o cérebro. Pode causar perda de visão temporária e, em alguns casos, permanente. Em casos raros se desenvolve anos após a infecção por sarampo.

Neurite Óptica : Inflamação que afeta o nervo óptico onde são enviados sinais da parte posterior do olho para o cérebro. É relativamente rara, mas pode ocorrer em pacientes com sarampo que também desenvolvem encefalite, ou inchaço cerebral. Os casos agudos podem ser tratados com corticosteroides. A perda de visão causada pela neurite óptica pode ser temporária ou permanente.

Quem deve tomar a vacina

A recomendação do Ministério da Saúde é que todos os torcedores que têm viagem, programada aos países que sediam a Copa devem ser vacinados. Não devem tomar a vacina bebês  com menos de 6 meses e adultos com mais de 50 anos.

Queiroz Neto  ressalta que os olhos podem ser os primeiros a denunciar o sarampo e em muitos casos os últimas a se recuperar.

Por isso, a vacinação e o diagnóstico precoce continuam sendo as medidas mais eficazes para proteger não apenas seus olhos mas a saúde coletiva

 

 

Fonte: Instituto Penido Burnier SP - Eutrópia Turazzi
 

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