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Socorro aos agricultores endividados ainda tem impasse

Socorro aos agricultores endividados ainda tem impasse
[foto] - Agriculltores sofrem consequências da economia e do clima. Foto AgBr, Marcelo Camargo

07-07-2026 23:29:19
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Governo Federal não quer incluir ajuda aos produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda. Por medidaa provisória está propondo socorrer somente aqueles produtores que sofrem com a adversidade climática. Esse é op impasse que domina o diálogo entre Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e os representantes governistas. Para o Ministério da Fazenda é uma "bomba" de R$ 140 bilhões, o interesse dos agricultores colocados na mesa. É o impasse.

 


Reunião (260707) entre representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) terminou sem acordo sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, e uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda.

As negociações continuarão nos próximos dias. O principal objetivo é chegar a um consenso sobre as condições de refinanciamento antes da definição do texto que será encaminhado ao Congresso.

Pontos divergentes

Medida provisória propõe substituir parte do conteúdo do projeto aprovado pelo Senado; mas permanecem divergências sobre os seguintes pontos:

  • critérios para enquadramento dos produtores;
  • taxas de juros;
  • prazo de carência;
  • montante de recursos disponíveis;
  • custo fiscal da operação.

Outra questão que gera impasse é a abrangência da medida. O governo defende que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos nas últimas safras. Mas os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma solução mais ampla, que também contemple produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda.

Pauta-bomba: R$ 140 bilhões 

Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, afirmou que o Executivo está disposto a construir uma solução para agricultores prejudicados por eventos climáticos, mas considera inadequado ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do Brasil, devido ao impacto fiscal da proposta.

Para o Ministério da Fazenda essa é uma pauta-bomba aprovada pelo Senado. Ministério estima que o formato atual do projeto gere impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de 10 anos, cálculo contestado pela bancada ruralista.

Deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que participou das negociações, afirmou que houve avanços nas conversas, e que as equipes técnicas seguem trabalhando para aproximar as posições. Segundo ele, a intenção é apresentar uma proposta consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por intermediar as negociações.

Buscando entendimento

O PL 5.122 prevê mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas de produtores rurais, com prazos maiores e condições especiais de financiamento. O governo tenta construir uma alternativa por meio de medida provisória, que teria aplicação imediata depois de ser editada, mas depende de entendimento com o Congresso.

Novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA devem ocorrer nos próximos dias para tentar reduzir as divergências.

Posição da FPA

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que não aceita substituir automaticamente o PL 5.122 por uma medida provisória e reiterou que o texto aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. 

A bancada informou que ainda discorda de pontos como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e disse que seguirá negociando para ampliar o número de produtores beneficiados.

 

 

Fonte: Agência Câmara
 

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