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Dívida pública do Brasil vai superar 100% em 2032. Consultor analisa e explica.

Dívida pública do Brasil vai superar 100% em 2032. Consultor analisa e explica.
[foto] - Brasil deve ficar atento à dívida pública. Foto AgBr, Marcello Casal Jr.

18-07-2026 13:01:43
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Entre 2032 e 2035, a dívida pública do Brasil vai passar de 100% do PIB (Produto Interno Bruto). Essa posição ultrapassa muidto as projeções oficiais que indicam queda a partir de 2029. Em maio de 2026, os números divulgados mostram que a dívida pública estava com 81,1% do PIB. Essas são avaliações feitas pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados. Paulo Bijos, que assina o estudo, sugere que o próximo governo terá de apresentar soluções estruturais até 15 de abril de 2027.

 


Fala o Consultor que "o governo eleito terá que apresentar novas soluções estruturais até 15 de abril de 2027, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2028." Entende o consultor que para o Brasil, por causa de fatores como nível da taxa de juros, crescimento econômico e tributação, o nível máximo de endividamento seria de 103,3% do PIB em 2024.

Estudo de 2025 citado pelo consultor analisou as contas de 172 países e identificou limites máximos para a sustentabilidade da dívida, que seriam de 124% do PIB para países desenvolvidos, 76% para países emergentes e 57% para países de baixa renda.

Dívida e crise


Paulo Bijos ressalta que é preciso ter uma atitude preventiva. “Uma postura prudencial, com efeito, deveria preservar certo distanciamento de limites máximos para a dívida pública, até mesmo para que se preserve espaço fiscal para a ampliação da dívida em momentos de crises, quando são acionadas políticas anticíclicas expansionistas.”

Explica o Consultor que existe um conceito chamado de “fadiga fiscal”, que é quando o país perde gradualmente a capacidade de reação fiscal por meio da geração de superávits primários (receitas de impostos maiores que as despesas primárias) na intensidade necessária para estabilizar a dívida pública. Isso porque existem limites tanto para o aumento da tributação quanto para o corte de gastos de despesas correntes.

“O Brasil, ao que parece, já opera em uma região de resistência para novos aumentos de carga tributária, e o gasto público tenderá a ser constantemente pressionado, nos anos futuros, em decorrência da transição demográfica em curso no País.”

Ajuste fiscal


Paulo Bijos afirma que, para gerar superávits capazes de estabilizar a dívida em 80% do PIB, o Brasil teria que fazer um ajuste fiscal equivalente a R$ 330 bilhões anuais. Para se ter uma ideia do tamanho disso, no Orçamento de 2026 as despesas não obrigatórias estão em torno de R$ 240 bilhões.

O estudo compara a dívida brasileira com a de outros países porque constantemente é citado o exemplo do Japão, que tem uma dívida de mais de 200% do PIB e não sofreria tanta pressão pela redução. O consultor explica que os países mais ricos têm um custo menor para arcar com a dívida porque as taxas de juros são baixas.

O estudo conclui que, por causa do período eleitoral, a discussão sobre novas reformas deverá ser adiada para o final deste ano.

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias, Silvia Mugnatto
 

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