
Duas análises mostradas em São Paulo, revelam que 70% da população empregada ganha até dois salários-mínimos e cerca de 30 milhões de famílias dependem de transferências de renda do Estado para a subsistência. “Vivemos entre a abundância potencial e a privação efetiva,” opina o presidente da CNA.
O Brasil já teve um “futuro,” deu saltos extraordinários em um “passado não tão distantes” e foi capaz de grandes soluções para os problemas que surgiam. “Criamos uma agricultura e uma pecuária de padrão universal. Diante da crise de energia, aplicamos o pro-álcool e descobrimos o pré-sal, com tecnologia própria. Diante da inflação, criamos o Plano Real.”
De repente, “parece que nos tornamos menores do que os nossos problemas”. Martins sugere que "temos todos os meios para reagir. É preciso que os setores responsáveis da Nação se disponham a elevar a sua voz. Não vamos assistir passivamente a destruição de nossas riquezas, de nossas empresas, de nossos empregos.”
Brasil vive momento crítico
"Apesar de ser um País rico de toda sorte de recursos, muitos deles estratégicos para o desenvolvimento mundial, o Brasil se encontra em um momento particularmente crítico da sua história. Continuamos um País em que a maioria da população ainda luta por sua mera sobrevivência.”
CNA discutiu a “Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade,” junto com profissionais, empresários, pesquisadores da economia e autoiridades. Foi ali que João Martins fez críticas ao "descontrole dos gastos públicos e afirmou que o ajuste das contas do governo não é mais uma escolha, mas uma necessidade imperativa.”
Avalia o presidente da CNA que "o descontrole dos gastos públicos tornou a economia brasileira um ambiente inóspito e hostil. A dívida pública não para de crescer, ocupando o espaço do mercado financeiro com os títulos do tesouro e empurrando os juros para alturas incompatíveis com o investimento e o funcionamento da economia privada.
“Empresas estão se desestruturando, famílias estão fortemente endividadas. O próprio agro, que foi durante um tempo uma ilha de prosperidade, está a braços com uma crise de endividamento. Precisamos eleger governos responsáveis e comprometidos com o futuro. O ajuste das contas do governo, disse o presidente da CNA, não é mais uma escolha, é uma necessidade imperativa já que estruturas produtivas, construídas ao longo de décadas, estão na iminência de desaparecer."
“Empresas quando morrem, morrem para sempre. Famílias endividadas se desconstroem. A ação e omissão do governo estão envenenando o país com os maiores juros reais de todo o mundo. Reunimos especialistas imparciais e altamente preparados para fazer o debate que a política não quer fazer. E, ao fazer isso, estamos convocando a sociedade brasileira para, mais uma vez em sua história, erguer a voz e provar que ainda temos reservas de cidadania e que vamos empregá-las.”
Fonte: CNA, Assessoria de Comunicação
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