Há duas indicações que preocupam: que é seguro que os eventos do clioma seguirão até fevereiro de 2027 e que serão tão fortres quanto aqueles máximos de 1950. Recorde anterior de 2,6°C foi registrado de novembro de 2015 a janeiro de 2016. Afirmou a Secretária-Geral que “o oceano do qual o El Niño extrai calor é o mais quente que já medimos. Simplesmente há mais calor disponível para ser liberado.”
O El Niño é a fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul, um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo. Fenômeno tende a causar temperaturas globais mais altas e a perturbar os padrões de chuva em grandes regiões — o que significa seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras — e geralmente ocorre a cada 2 a 7 anos.
As temperaturas médias globais em agosto atingiram 16,96°C, empatando com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.
Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago previram, no mês passado, que o “super El Niño” de 2026 provavelmente resultaria em até 451 mil mortes a mais em todo o mundo, de junho a fevereiro de 2027.
Fonte: ONU-OMM
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