Tarso Genro
Aniversariante de 6/Março

Tarso Fernando Herz Genro GCRB • GOMM (São Borja6 de março de 1947) é um advogadoprofessor universitárioensaístapoeta e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi duas vezes prefeito de Porto Alegre e ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça durante o governo Lula.

Em 3 de outubro de 2010, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno, com mais de 54% dos votos válidos. Foi o primeiro governador daquele estado a ser eleito em primeiro turno, desde o advento da eleição em dois turnos.[5] Foi candidato à reeleição em 2014, mas acabou sendo derrotado pelo peemedebista José Ivo Sartori que obteve 61,27% dos votos válidos, no segundo turno.

BiografiaNascido em São BorjaRio Grande do Sul, localizado na fronteira do Brasil com a Argentina. É o terceiro dos seis filhos da dona de casa Elly Herz e do advogado, escritor e político Adelmo Simas Genro.[6][7] Um dos seus irmãos, o jornalista e teórico da comunicação Adelmo Genro Filho, falecido em 1988, também teve participação na política.[8]

Trajetória na Política

Ver também: Gestão Tarso Genro no governo do Rio Grande do Sul

Tarso Genro começou sua trajetória política em 1968 aos 21 anos, ao ser eleito vereador pelo MDB em Santa Maria.[7][6][9] Nesta mesma cidade, graduou-se em Direito pela UFSM. Seu pai havia sido vereador e era vice-prefeito, pelo PTB, da cidade à época do golpe militar de 1964.[9] Ainda na UFSM, obteve especialização em Direito Trabalhista. Em 1969 casou com Sandra Krebs e em 1971 para não ser preso pelo DOPS exilou-se na cidade de Rivera, no Uruguai.[7][9] Sua primeira filha, Luciana Genro, nasceu apenas treze dias após Tarso exilar-se.[10][9] Nos mais de dois anos na cidade uruguaia Tarso trabalhou como professor de português e se encontrava com a filha Luciana quando a esposa vinha visitá-lo.[7][10] No final de 1973 já inocentado das acusações levantas pela Ditadura Militar retorna ao Brasil e vai morar com a família em Porto Alegre.[7][9] Paralelamente à carreira política, atuou como advogado de sindicatos e associações profissionais. De 1972 a 1987, Genro foi crítico de literatura no "Caderno de Sábado" do jornal porto-alegrense Correio do Povo.

No início da década de 1980, foi porta-voz do Partido Revolucionário Comunista (PRC) junto com o irmão. Em 1988, já no Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre pela Frente Popular, chapa encabeçada por Olívio Dutra, também do PT. Acumulou o cargo de vice-prefeito com o de secretário de Governo. Entre 1989 e 1990 teve rápida atuação como deputado federal.

Em 1990 se candidatou pela primeira vez ao governo do Rio Grande do Sul, perdendo para Alceu Collares, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Regressou ao cargo de vice-prefeito, onde permaneceu até 1 de junho de 1992. Naquele ano, candidatou-se para suceder Dutra na prefeitura da capital. Foi eleito no segundo turno, derrotando Cezar Schirmer do PMDB com 60% dos votos. Conseguiu eleger Raul Pont como seu sucessor antes de ser eleito novamente em 2001.

Em 4 de abril de 2002, abandona a prefeitura para concorrer novamente ao governo estadual como sucessor de Dutra, então governador. Em disputa acirrada no segundo turno, Genro obteve 47,7% dos votos válidos, contra 52,3% de Germano Rigotto do PMDB. Após a derrota, foi convidado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, função na qual ficou até o início de 2004, quando Lula fez a sua primeira reforma ministerial. Tarso assumiu então o Ministério da Educação, em substituição a Cristovam Buarque.

Em pouco mais de um ano no cargo, Genro teve como principais realizações a criação do Prouni, um programa para criar vagas para alunos pobres nas universidades particulares, e o envio ao Congresso dos projetos de criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Piso Nacional dos Professores. Genro também deu início à expansão das Escolas Técnicas Federais, que seria concluída por seu sucessor Fernando Haddad. Durante sua gestão no MEC, foram criadas diversas universidades federais novas, dentre elas a Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Em 2005, com o escândalo do mensalão, Genro assumiu a presidência nacional do PT. Passou a defender, então, a refundação do partido. Na presidência interina do PT, Genro se lançou candidato para as eleições internas marcadas para o final de 2005, mas exigiu que sua chapa, formada pelo Campo Majoritário, tendência que domina o partido, excluísse José Dirceu, que havia sido cassado pela Câmara dos Deputados por seu envolvimento no escândalo.

Em 2006, com a reeleição de Lula, Genro passou a ocupar a pasta do Ministério das Relações Institucionais, e, em 16 de março de 2007, tomou posse como ministro da Justiça, cargo que ocupou até 10 de fevereiro de 2010, em substituição a Márcio Thomaz Bastos. No Ministério da Justiça criou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e a Bolsa Formação para policiais.

Em 10 de fevereiro de 2010, saiu do Ministério da Justiça para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul, sendo eleito em 3 de outubro no 1º turno, com mais de 54% dos votos válidos.[5] Foi candidato à reeleição em 2014, mas acabou sendo derrotado pelo peemedebista José Ivo Sartori que obteve 61,27% dos votos válidos.

 
 
 

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