Paulo Arruda
Aniversariante de 5/Abril

Paulo Arruda nasceu em Santa Gertrudes, São PAulo.

É biologista e renomado cientista brasileiro na área de biologia molecular e genômica vegetal.

Paulo Arruda é professor titular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas. Ele recebeu seu Doutorado em Genética pela Universidade Estadual de Campinas e foi pioneiro na biologia molecular e genômica vegetal no Brasil. Seus interesses de pesquisa estão voltados ao entendimento da regulação da expressão gênica e seu impacto no metabolismo de aminoácidos e na resposta a estresses abioticos. Possui mais de 100 artigos científicos publicados em revistas internacionais, é membro da Academia Brasileira de Ciências, da The World Academy of Sciences e da Academia de Ciencias do Estado de São Paulo. Por suas contribuições cientificas recebeu a comenda Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico do Governo da República do Brasil[1] e o Prêmio de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Foi um dos sócios fundadores e Diretor Científico da empresa de biotecnologia vegetal Alellyx Applied Genomics[2]. Atualmente deirige o Genomics for Climate Change Research Center e o Centro de Química Medicinal da UNICAMP.

Iniciou sua vida acadêmica ao ingressar para o curso de Ciências Biológicas, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp), em 1973, e com concluindo-o em 1976. Posteriormente cursou mestrado (com a dissertação "Síntese de aminoácidos e proteínas: características físicas e químicas em endospermas normais e Opaque2 durante desenvolvimento da semente de milho") e doutorado (com a dissertação "O potencial osmótico em mutantes de endosperma de milho e sua interação com características físicas e com a atividade da RNase da semente"[3]) pelo Departamento de Genética da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), concluindo-os, respectivamente, nos anos de 1979 e 1982.[4] Terminada a Pós-Graduação, cursou pós-doutorado pelo Departamento de Bioquímica da Rothamsted Experimental StationInglaterra, entre 1982 e 1983.

Carreira científica

De volta ao Brasil em 1983, iniciou um grupo de pesquisas em biologia molecular de plantas, tema até então incipiente no Brasil. O grupo se consolidou com pesquisas em regulação da biossíntese de aminoácidos e proteínas de reserva em sementes, com grande repercussão internacional. Esta pesquisa serviu como base para o desenvolvimento de plantas ricas em lisina, área de grande interesse biotecnológico para o desenvolvimento de alimentos funcionais.[5] Tratou-se de um estudo pioneiro de "molecular farming" realizado fora dos Estados UnidosEuropa e Japão. Seu grupo também participou de pesquisas com termorregulação em plantas, particularmente o papel da proteína desacopladora de mitocôndrias de plantas (PUMP) no controle da produção de calor em plantas.[4] A partir de 1987, coordenou a implantação do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da UNICAMP, sendo atualmente um centro de referência para a pesquisa em biologia molecular. O laboratório de Biologia Molecular de Plantas do CBMEG, sob sua liderança, já treinou mais de uma centena de estudantes de iniciação científica, mestres, doutores e pós-doutores, muitos dos quais ocupam posições de destaque em instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais.[4] Participou da organização do Programa Genoma Fapesp, contribuindo com a implantação da rede ONSA para o sequenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa, trabalho este que rendeu a capa da revista Nature em 2000,[6] mesmo ano em que foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências.[5] Posteriormente passou a coordenar o Projeto Genoma da Cana de Açúcar (SUCEST) que pretendia identificar cerca de 50.000 genes da cana e estudar o papel funcional dos mesmos.

Alellyx

Fundou, em 2002, juntamente com quatro outros pesquisadores, a Alellyx Applied Genomics[1],a primeira empresa brasileira de genômica vegetal aplicada, da qual assumiu o cargo de Diretor Científico. A empresa, além de investidores, conta com apoio financeiro do BNDES e parcerias como a CanaVialis. As empresas Alellyx e CanaVialis foram fundadas, ambas, com capital de risco da Votorantim,[7] e juntas permitiram o desenvolvimento de tecnologias que colocam o Brasil em uma posição pioneira no campo de agropesquisas. Em 2008 a empresa foi vendida para a multinacional americana Monsanto, que comprou também a parceira CanaVialis.[8] Em 2009, após desligar-se da Allelyx, Paulo Arruda retorna à UNICAMP.[9] De volta a universidade, coordenou um projeto de Educação em Ciências denominado Ciência para Todos. O grupo atuou na atualização de estudantes e professores da rede pública da região de Campinas.[4]Em outubro de 2010 é eleito, juntamente com mais oito pesquisadores brasileiros, membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento.[10] Atualmente coordena o Laboratório de Estudo da Regulação da Expressão Gênica do CBMEG.

 
 
 

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