Geriatras, 1 para cada 1000 habitantes. Brasil só tem 869.
Medicina do Brasil longe das necessidades para cuidar de idosos. Atencao custa alem da realidade.
09-09-2019 19:51:28 (4006 acessos)
Entre os 210 milhões de brasileiros há apenas 869 médicos especializados em cuidados com pessoas idosas, os chamados geriatras. É uma realidade que preocupa autoridades de saúde, inclusive a Organização Mundial (OMS) que recomenda pelo menos 1 profissional para cada 1000 habitantes. Elizabeth Bonavigo, coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde, indicou que a equipe cuida de estimular a qualificação já que a prevenção faz diferença na saúde dos mais velhos.

No SUS (Sistema Único de Saúde), é incentivada a presença dos geriatras nas equipes multiprofissionais do programa Saúde da Família, de modo começar corrigir a lacuna , num processo que levará muitos anos.De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, estão registrados na especialidade Geariatria cerca de 1.400 médicos, mas o Governo só relata 869 atuando.

“O Brasil, infelizmente, não se preparou para envelhecer. Nós temos essa dificuldade hoje de ter profissionais qualificados para cuidar de idosos”, falou o deputado Ossésio Silva (Republicanos-PE), que sugeriu a discussão na Câmara Federal e chamo9u os representantes da profissão. "Há descompasso entre o número de geriatras e a velocidade do envelhecimento da população".

 

Segundo Leonardo Pitta, representante da Sociedade Brasileira de Geriatria e

Gerontologia, o custo da internação por habitante no Sistema Único de Saúde

(SUS), na faixa etária entre 20 e 50 anos, é em média de R$ 350 por dia; na

faixa acima de 80 anos, sobe para R$ 1.400. E o tempo de internação dos mais

velhos nas unidades do SUS, em média de uma semana, pode chegar a 100

dias se houver alterações de comportamento ou uma nova incapacidade.

 

Universidade não forma


Para o geriatra Alexandre Kalache, do Centro Internacional da Longevidade, os currículos universitários ainda não refletem o envelhecimento do País. "Médicos em formação aprendem mais sobre crianças e mulheres grávidas do que sobre os idosos. O que a gente tem que mudar radicalmente é como a escola médica deve formar profissionais da saúde para o século XXI, aprendendo desde anatomia, fisiologia, fisiopatologia, farmacologia, dosagem de medicamentos, apresentação de doenças. Tudo muda à medida em que uma pessoa envelhece”.

Leonardo Pitta, representante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia aponta como uma das soluções para acompanhar o envelhecimento da população, a criação de unidades de internação geriátrica em hospitais de média complexidade. Atualmente, não há profissionais em número suficiente para formar essas equipes especializadas.

 

Fonte: Agência Câmara
 

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