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Brasil quer produzir fertilizante e não depender de importação

 

Desembarque de fertilizantes em navio atracado no Porto de Paranagua. Foto Ivan Bueno
02-02-2021 20:27:36 (612 acessos)
Reduzir ao máximo as importações de fertilizantes, é o interesse das pesquisas que vem sendo desenvolvidas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Atualmente 80% do consumo na agricultura do Brasil, é comprado no exterior. Daí o trabalho que vem sendo desenvolvido por um grupo interministerial criado pelo Governo Federal. Meta =é aumentar a produção de adubos, corretivos, condicionadores. No final o País ganhará competitividade no mercado internacional.

 

Com o Plano Nacional de Fertilizantes, será reduzida a dependência dos produtos importados, gerando benefícios na economia do agronegócio. A EMBRAPA está representada no Grupo de Trabalho Interministerial, pelo pesquisador José Carlos Polidoro, especialista em Ciência do Solo.

Medidfas institucionais adotadas, os profissionais planejam começar logo as atividades. Espera-se que ocorra já no dia 15 de fevereiro, assim que for publicada a nomeação dos componentes. Tornar o País autônomo na produção e desenvolvimento de tecnologia de fertilizantes, é o maior desdafio dos pesquisadores. “O Brasil importa em torno de 80% dos fertilizantes que consome. Além disso, não é brasileira quase toda a tecnologia disponível para produção e aumento de eficiência dos fertilizantes no campo”, detalha Polidoro.

Brasil já possui desde 2009, a Rede FertBrasil, liderada pela EMBRAPA. Contribuiu para que haja alguma inovação nacional no setor. “São vários exemplos nacionais que nos estimulam e animam a entender que o Brasil pode ter uma autonomia tecnológica nesse setor.”

Polidoro explica que o fertilizante é um insumo fundamental para a produção agrícola,

florestal e pecuária. Por isso, com duas safras ao ano, o Brasil necessita de maior

autonomia na produção do insumo. “É uma questão de segurança nacional, pois

o plano vai trazer a segurança de ter um insumo fundamental em momentos de

crise, principalmente.” Polidoro lembrou, por exemplo, que nos anos 2008/2009

ocorreu uma crise internacional de fertilizantes e o preço do produto

triplicou, o que aumentou o custo dos alimentos.

“Outra contribuição da construção de um plano é estimular o desenvolvimento de tecnologias apropriadas ao Brasil. Os produtos que importamos foram desenvolvidos por países que possuem clima temperado, o que nos leva a uma baixa eficiência de uso dos nutrientes provenientes desses fertilizantes.”

De acordo com o pesquisador, um exemplo da capacidade brasileira é a produção de fertilizantes orgânicos e organominerais a partir de resíduos orgânicos. “Quase 20% da demanda de fertilizantes importados poderia ser suprida com fertilizantes à base de matéria prima nacional, de resíduos da cadeia do agro.”

Segundo Polidoro, o País é o maior importador de fertilizantes, principalmente de nitrogênio, fósforo e potássio. “Apesar de ser um dos maiores consumidores, o Brasil não está entre os 10 maiores produtores do mundo, e o resultado é uma importação que chega a 80%.” Por outro lado, ressalta que a cadeia de distribuição dos insumos é bastante estruturada, um ponto positivo para a construção do Plano Nacional de Fertilizantes. “A estrutura e a logística são fundamentais”.

O GT para construção do plano, terá 90 dias de duração a partir da primeira reunião. O prazo pode ser prorrogado pelo mesmo período.

De acordo com Cynthia Cury, gerente de Relacionamento Institucional e Governamental, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Grig/Sire), a participação da EMBRAPA mostra o reconhecimento do papel estratégico da pesquisa agropecuária na contribuição às políticas públicas. Para Jefferson Costa, pesquisador da Sire e coordenador do relacionamento com as Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o espaço para compor o GT é um dos desdobramentos da atuação nas câmaras e com o setor produtivo.

“O relacionamento institucional com os diversos ministérios e órgãos envolvidos irá possibilitar que os resultados da pesquisa qualifiquem as decisões, especialmente nas etapas de formulação e implementação”, afirma.

Ao final do prazo, o Plano Nacional de Fertilizantes será encaminhado ao secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Rede FertBrasil

A Rede de Pesquisa em Fertilizantes, liderada pela Embrapa Solos, foi criada em 2009 e conta com a participação de pesquisadores de diversas UDs e de outras instituições de pesquisa e mercado.

Objetivo é desenvolver, avaliar, validar e transferir tecnologias adaptadas aos sistemas agrícolas tropicais, que contribuam para o aumento da eficiência do uso de fertilizantes e para a introdução de novas fontes na agricultura brasileira.

Com a criação do Plano Nacional de Fertilizantes, a Rede FertBrasil será retomada e ampliada.

 

Fonte: EMBRAPA - Assessoria de Comunicação Social
 

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