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Jogadores presos por manipulação de resultados no futebol do Brasil

Jogadores presos por manipulação de resultados no futebol do Brasil
[foto] - Manipulação de resultados mancham futebol do Brasil. Foto CBF, Fernanda Torres.
18-04-2023 20:20:45 (162 acessos)
Ministério Público realizou (230418) prisões e apreensões em 16 municípios de 6 estados do Brasil contra participantes de associação criminosa especializada em manipulação de resultados de jogos de futebol, para favorecer apostas esportivas. Alvo das ações são jogadores de futebol e pessoas intermediárias que de algum modo favoreceram os atos criminosos. Promotores suspeitam que o grupo atuou em 5 jogos da série A do Campeonato Brasileiro de 2022 e, em 5 partidas de campeonatos nos estados.

 


Ministério Público de Goiás (MP-GO) realizou a Operação Penalidade Máxima II para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Objetivo é destruir associação criminosa especializada em manipulação de resultados de jogos de futebol para favorecer apostas esportivas.

Nota oficial do Ministério Público de Goiás, explica: “A investigação indica que as manipulações eram diversas e visavam, por exemplo, assegurar a punição a determinado jogador por cartão amarelo, cartão vermelho, cometimento de penalidade máxima, além de assegurar número de escanteios durante a partida e, até mesmo, o placar de derrota de determinado time no intervalo do jogo. Há indícios de que as condutas previamente solicitadas aos jogadores buscavam possibilitar que os investigados conseguissem grandes lucros em apostas realizadas em sites de casas esportivas, utilizando, ainda, contas cadastradas em nome de terceiros para aumentar os rendimentos.”

Times de futebol suspeitos

Promotor Fernando Cesconetto, do MP-GO, informou que “a investigação partiu de 5 partidas na reta final do Brasileirão de 2022”:

  1. Santos x Avaí (disputada no dia 5 de novembro, e na qual há a suspeita de haver esquema para um atleta do Santos tomar cartão amarelo),
  2. Bragantino x América-MG (disputada no dia 5 de novembro e na qual há a suspeita de haver esquema para jogador do Bragantino receber amarelo),
  3. Goiás x Juventude (realizada em 5 de novembro e na qual dois atletas do Juventude estariam acertados para tomar amarelo),
  4. Cuiabá x Palmeiras (disputada em 6 de novembro e na qual um jogador do Cuiabá deveria receber amarelo),
  5. Santos x Botafogo (disputada no dia 10 de novembro e no qual um jogador do Santos deveria tomar vermelho).

No decorrer da investigação ainda foi apurado que pode haver também um esquema envolvendo a partida entre Palmeiras e Juventude (disputada em 10 de setembro e na qual um jogador do Juventude deveria tomar um amarelo). Segundo o promotor do MP-GO, cada atleta cooptado pela quadrilha para o esquema das partidas da Série A do Brasileiro, receberia entre R$ 50 mil e R$ 60 mil, para forçar uma punição.

Fernando Cesconetto também informou que “foram emitidos 20 mandados de apreensão [um em Goiás, três no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina, um no Rio de Janeiro, dois no Pernambuco e 11 no estado de São Paulo] além de terem sido efetuadas 3 prisões preventivas no estado de São Paulo. Entre os investigados estão jogadores e intermediários, não descartando que essas pessoas também sejam jogadores de futebol”.

“O esquema de cooptação de atletas de futebol existe há anos. Acho que chegou o momento de discutir entre atletas e clubes a necessidade de investir na atividade de compliance [garantir que as regras sejam cumpridas]. Segundo a CBF, as casas de apostas possuem esses mecanismos, mas precisamos conhecer.” Foi o que declarou o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Rodney da Silva.

Operação Penalidade Máxima

A Operação Penalidade Máxima II é um desdobramento da Operação Penalidade Máxima, deflagrada em fevereiro de 2023 e que resultou no oferecimento de denúncia, já recebida pelo Poder Judiciário. Nessa ação foram imputados aos envolvidos, os crimes de integrar organização criminosa e corrupção em âmbito desportivo.

 

 

Fonte: Ministério Público de Goiás e Agência Brasil
 

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