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Brasil domina surf mundial. Felipe Toledo é bicampeão.

Brasil domina surf mundial. Felipe Toledo é bicampeão.
[foto] - Filipe Toledo comemora bicampeonato de surf. Foto WSL, Thiago Diz
10-09-2023 00:01:55 (370 acessos)
Atletas do Brasil dominaram o circuito mundial de surf. Das 9 etapas, foram campeões em 7 e agora (230909) o atleta Felipe Toledo, tornou-se bicampeão em Lower Trestles, nos Estados Unidos. Em três baterias, chegou à frente em duas, suficiente para fazer história e assegurar vaga nos Jogos Olímpicos de Paris (França) em 2024 junto com Chumbinho, no circuito de Teahupo'o, no Taiti. Brasil poderá ter duas mulheres e mais Gabriel Medina se vencer por equipes no ISA.

 


ISA é o Campeonato Mundial da Associação Internacional de Surfe e pode consagrar Luana Silva que nasceu no Hawai mas é filha de pais brasileiros. Tatiana Weston-Webb  é ooutra que já está com vaga certa na Olimpíada.

Filipe Toledo é paulista de Ubatuba, tem de 28 anos e venceu a etapa final do circuito (WSL Finals), em Lower Trestles, superando o australiano Ethan Ewing duas vezes, em uma melhor de três baterias.Assim mantem a supremacia dos brasileiros no surf internacional. De 2014 para cá, quando o também paulista Gabriel Medina foi campeão mundial pela primeira vez, o País esteve 7 vezes no topo em 9 disputas. As exceções foram em 2016 e 2017. Desde 2018, o título fica com um brasileiro.

Medina segue como surfista do País com mais títulos mundiais, com 3 conquistas. Além dele e de Filipinho, Adriano de Souza (Mineirinho) e Ítalo Ferreira, também foram campeões.

WSL Finals reuniu os 5 melhores surfistas da temporada. Entre esses, dois brasileiros: Filipinho e o carioca João Chianca, o Chumbinho. Como chegou à Lower Trestles na liderança, o paulista não precisou disputar as baterias preliminares e foi direto para a final.

Jornada de brasileiros

Chumbinho estreou derrotando o australiano Jack Robinson. Na soma das duas melhores notas que obteve na bateria, ele fez 15.33 pontos (8.33 e 7.00), contra 11.87 (6.00 e 5.87) do adversário. O carioca, porém, não resistiu a Ewing, que conseguiu notas 8.60 e 9.00 logo nas primeiras ondas e garantiu 17.60 de pontuação, ante 14.57 (6.67 e 7.90) do brasileiro. Chumbinho terminou a temporada em quarto lugar. Na sequência, Ewing alcançou um somatório de 17.10 (8.93 e 8.17) e deixou para trás o norte-americano Griffin Colapinto, que obteve 15.96 (8.23 e 7.73), avançando à decisão.

Na primeira bateria da final, Filipinho e Ewing travaram uma disputa equilibrada, com notas elevadas. Com duas manobras aéreas perfeitas, o brasileiro conseguiu um 9.00 e um 8.97, com 17.97 de somatória, um pouco superior aos 17.23 (8.73 e 8.50) do australiano, mas o suficiente para sair na frente no confronto.

A falta de ondas dificultou a vida dos surfistas, que levaram quase 20 minutos para começar a pontuar na bateria seguinte. Mesmo assim, Filipinho mostrou criatividade para buscar um 7.50 e colocar pressão em Ewing. O paulista também obteve um 6.77. O australiano até conseguiu a melhor pontuação da bateria (7.67), mas como a segunda melhor nota foi baixa (4.70), a somatória (12.37) ficou longe do paulista (14.27), que pôde, enfim, celebrar o título.

Mulheres nos Jogos Olímpicos

No feminino, o título do WSL Finals ficou com Caroline Marks. A norte-americana superou a havaiana Carissa Moore, pentacampeã mundial, para vencer o circuito pela primeira vez. A gaúcha Tatiana Weston-Webb, única representante do país na elite do surfe atualmente, finalizou a temporada na oitava posição.

Em 2024, além de buscar o tricampeonato, Filipinho será um dos representantes do Brasil na Olimpíada. Apesar de o evento ser em Paris, na França, a modalidade será disputada em Teahupo'o, no Taiti. Além dele, Chumbinho também está classificado entre os homens. Há possibilidade de uma terceira vaga se o país for campeão por equipes no Campeonato Mundial da Associação Internacional de Surfe (ISA, pela sigla em inglês), no fim de fevereiro. Nesse caso, ela ficaria com Gabriel Medina, como terceiro melhor brasileiro na temporada da WSL.

Entre as mulheres, Tatiana Weston-Webb já tem lugar assegurado nos jogos. Assim como no masculino, o Brasil pode ganhar uma segunda vaga na disputa feminina se for campeão por equipes no Mundial da ISA, que será destinada a melhor surfista do país que ainda não estiver classificada. Luana Silva - que é nascida no Havaí, mas filha de pais brasileiros - pode ficar com esse lugar extra em Paris 2024.

 

 

Fonte: World Surf Leage e Agência Brasil
 

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