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Retinoblastoma, doença que pode ser descoberta e tratada nos primeiros dias de vida


14-07-2025 16:32:18
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Retinoblastoma, doença congênita que em 90% dos casos é decorrente de mutação celular na retina, pode ser tratada. Para isso os cuidados devem começar logo nos primeiros meses de vida. Trata-se de um tipo de câncer que pode surgir até os 5 anos de idade, sendo crucial o acompanhamento oftalmológico nesta fase da vida não só para detectar também a catarata e glaucoma congênitos. De acordo com a  Classificação Internacional do Retinoblastoma Intraocular (IIRC), grupo E é o mais grave.

 


Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, de Campinas (São Paulo), membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), o retinoblastoma é uma doença congênita que em 90% dos casos decorre de mutação celular na retina.

Só 10% dos casos são hereditários e estão associados à mutação no gene RB1 que tem a função de suprimir o surgimento de tumores. Oftalmologista explica que a mutação neste gene libera a divisão celular desenfreada que desencadeia o câncer no olho. 

Por isso, a inexistência de casos na família, não garante que a criança está livre da doença. Embora a mutação celular e a genética ocorram durante a fase fetal da vida, nem sempre o bebê apresenta sinais da doença logo que nasce. Retinoblastoma pode surgir até os 5 anos, sendo crucial o acompanhamento oftalmológico nesta fase da vida, não só para detectar também a catarata e glaucoma congênitos.

Prevalência no Brasil

Médico faz referência a relatório de pesquisadores do INCA (Instituto Nacional do Câncer)  na revista científica International Journal of Cancer. Ali está revelado que a prevalência anual do retinoblastoma no Brasil é de 400 casos entre crianças de 0 a 5 anos, o dobro da registrada nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, a  doença representa aproximadamente 4% dos tumores infantis.

A identificação em estágio inicial favorece as chances de cura, evita a perda de visão e até da vida quando o diagnóstico é tardio. É o que assegura Queiroz Neto. 

Enquanto algumas cidades brasileiras registram entre 21,5 e 27 casos  de retinoblastoma por milhão, nos EUA e Europa a prevalência varia  entre 10 e 12 casos por milhão.  Segundo Queiroz Neto isso acontece porque uma grande parcela das crianças no País, não tem acompanhamento oftalmológico nos primeiros anos de vida.

Diagnóstico e sintomas

Queiroz Neto explica que o diagnóstico é feito pelo  "teste do olhinho" logo que o bebe nasce. O exame é realizado com um oftalmoscópio, equipamento que emite fonte de luz no olho do bebê. Quando a pupila responde com reflexo vermelho contínuo, indica saúde. Se o reflexo for descontínuo ou esbranquiçado, sinaliza presença de uma ou mais doenças congênitas.

O sintoma de maior frequente é a leucocoria também conhecida como olho de gato, um reflexo branco na pupila. A alteração é percebida sob luz artificial e em fotos tiradas com flash. Nas duas situações os olhos saudáveis emitem um reflexo vermelho como acontece no teste do olhinho. Outros sintomas do retinoblastoma são: estrabismo (olho torto), vermelhidão persistente e movimentos intermitentes dos olhos. 

Tratamentos multidisciplinar

Oftalmologista de Campinas afirma que o tratamento geralmente requer uma equipe multidisciplinar e pode ser feito por diferentes técnicas.

Um desses procedimentos é a terapia focal via destruição térmica, congelamento, laser e ou braquiterapia.  Outra técnica é com quimioterapia sistêmica, intravítrea ou intra-arterial e nos casos muito avançados por enucleação, cirurgia que retira o globo ocular para preservar a vida do bebê.

Uma das técnicas mais utilizadas é a quimioterapia intra-arterial. Consiste em injetar na artéria da retina o medicamento, diminuindo desta forma os efeitos colaterais sistêmicos que podem ter reflexos na saúde por toda vida.  Em 70% dos casos salva a vida e a visão.

 

 

Fonte: Instituto Penido Burnier SP - Eutrópia Turazzi
 

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