
Pedido foi feito por ofício ao ministro Alexandre Silveira e mostra que. após o início das tensões, o preço do barril do petróleo bruto Brent chegou a US$ 84, acumulando alta de até 20% em relação ao final de fevereiro.
CNA considera como referência episódios recentes de tensões globais decorrentes de conflitos bélicos, como em 2022 (Guerra Ucrânia/Rússia). Guerra na Ucrânia elevou o preço do barril do petróleo bruto Brent a 40% no primeiro semestre e provocou o aumento médio nos preços de distribuição e revenda do diesel, na ordem de 21% e 23%, respectivamente.
Pedido mostra impactos
“Nesse contexto, em antecipação aos eventuais impactos à população brasileira, o avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional.” Isso é o que explica no ofício, o presidente da CNA, João Martins.
A Confederação ressalta que o atraso na implementação do B16 (16% de mistura do biodiesel ao óleo diesel), prevista para 1º de março de 2026, conforme o cronograma estabelecido para a política de biodiesel, já é um fator de redução do potencial de amortecimento de crises oferecido por esse combustível.
“No entanto, no novo quadro da geopolítica mundial, o avanço imediato para 17% (B17) surge como medida razoável para a realidade nacional”, ressalta Martins.
Por fim, a CNA alerta que, com a soja em plena safra e amplo potencial de abastecimento das indústrias esmagadoras, “o biodiesel torna-se uma alternativa com preço competitivo e com potencial de frear eventuais escaladas de preços para os usuários do transporte no País, incluindo o agronegócio”.
Fonte: CNA, Assessoria de Comunicação
Não há Comentários para esta notícia
Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.