No Rio de Janeiro o destaque foi para Marco Nanini. Mas o Prêmio do Humor seguirá pelo Brasil e dia 30 de março, estará no BTG Pactual Hall, em São Paulo.
Marcos Guimarães, que faz o visual da premiação, destaca o "pioneirismo e a legitimidade da iniciativa," que já soma 400 indicados (até 2026), 75 premiados (até 2025) e 16 homenageados (até 2026), como um dos principais fatores que garantiram a permanência.
Prêmio do Humor vai prestar homenagem a Fafy Siqueira, em São Paulo e Marco Nanini, no Rio. Explica Guimarães que a premiaçãoi nasceu de uma lacuna histórica no reconhecimento institucional da comédia brasileira. Chico Anysio, Renato Aragão e Agildo Ribeiro, por exemplo, não haviam ganhado reconhecimentos oficiais até que foram agraciados pelo Prêmio do Humor. Entre as histórias mais afetivas está a entrega do primeiro troféu de homenagem a Lúcio Mauro, em 2017, feita em sua casa por Fábio Porchat, durante a recuperação de saúde do artista.
Com uma temática diferente a cada ano, em 2026, Marcos Guimarães quis trazer como tema da edição a commedia dell’arte.
“Primeiro, porque a origem do teatro como a gente conhece hoje, veio da Commedia Dellarte. Shakespeare, Martins Pena, além de tudo o que se vê hoje nos estereótipos do carnaval (pierrô, arlequim, colombina) vieram desse lugar. Foi a commedia dell'arte que estabeleceu os alicerces para a comédia atual”, diz o diretor de criação.
Bastidores criativos e desafios de uma cerimônia curta
No processo criativo, Marcos destaca um diferencial da premiação: a duração enxuta da cerimônia. “A cerimônia é muito curta, dura no máximo entre uma hora e uma hora e 15 e esse formato exige escolhas criativas mais precisas para condensar conceito, narrativa e impacto visual em pouco tempo.”
Nas primeiras edições, o tempo de montagem e o amadurecimento da operação trouxeram desafios importantes. “Isso gerou alguns perrengues que tivemos que solucionar muitas vezes faltando minutos para o evento acontecer”, relembra. Hoje, com a experiência acumulada, a equipe consegue antecipar soluções, mesmo com mudanças frequentes de espaço. “Depois de quase dez anos, nós absorvemos um conhecimento muito grande sobre o que funciona e o que não funciona.”
O troféu também carrega um conceito visual próprio: o modelo regular é composto por cinco placas translúcidas que, juntas, formam o símbolo completo do prêmio. Já os troféus dos homenageados têm desenho e dimensões diferentes, sempre com a imagem da personalidade celebrada.
Sobre Marcos Guimarães
Designer premiado, Marcos Guimarães é fundador e diretor de criação da Designorama, boutique de estratégia de marca e concepção visual. Iniciou sua trajetória de forma autodidata em 1994, em uma agência no interior de Minas Gerais, e consolidou uma carreira que transita entre entretenimento, teatro e projetos corporativos. Sua formação inclui especialização em branding (ESPM/RS), estudos em design gráfico (CECOTEG/MG) e experiência internacional na Austrália.
Na economia criativa, transita pelo entretenimento e teatro, com projetos e colaborações envolvendo personalidades como Fábio Porchat, Nany People e Bruno Motta, além de projetos corporativos para grandes marcas, com entregas que vão de branding e key visual a sistemas de identidade, packaging, sinalização, ambientação e naming. Também é fundador da MG8 Cultural e idealizador do movimento “Em Desconstrução”.
Defende um princípio simples: método é parte da estética; clareza de escopo, etapas de aprovação e organização de entrega para sustentar a linguagem quando o ritmo acelera. No universo corporativo, já trabalhou com marcas como Roche, Vigor, PepsiCo, Day Brasil, CCLA e Sensibility.
Fonte: Prêmio do Humor - Marcos Guimarães
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