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Europa vai deixar de importar carne do Brasil, por controle sanitário

Europa vai deixar de importar carne do Brasil, por controle sanitário
[foto] - Pecuária brasileira é bem cuidada, mas União Europeia exige mais. Foto CNA, Wenderson Araújo

06-06-2026 14:18:54
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Porque alega que o Brasil não cumpriu com o rigor sanitário quanto ao uso de substâncias antimicrobianas e antibióticos, a União Europeia suspendeu a importação de carne. Há um regulamento definido pelos 27 países que compõem o Bloco, exigindo de exportadores, medidas sobre o controle de micróbios e outros referentes à saúde animal. Foi isso que alertou a embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, que esteve na CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária.

 


Ainda não está em execução, porque o prazo é a partir de 3 de setembro de 2026, mas a Europa está suspendendo a importação de carnes de produtores brasileiros. Para se avaliar o impacto dessa medida, avalie oss números de 2025 quando foram exportadas 368 mil tonelaadas. Esse volume rendeu à economia nacional US$ 1,8 bilhão.

Mas esse total europeu é pequeno se comparado com o maior importador, que é a China;. Só de carne bovina os chineses levaram do Brasil, 1,7 milhão de toneladas e em 2026, espera-se chegar a 2 milhões. PAra os EUA, forama vendidas só no primeiro trimestre de 2026, nada menos que 172 mil toneladas. 

Brasil tem controle

Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o País possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial,Sistema é capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos".

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a Associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

 

260514 - 00:25:45

 

Se quiser exportar para Europa, Brasil terá de cumprir regra antimicrobiana

Ampliar ações para conquistar novos destinos da carne e produtos do Brasil, é o que estão procurando os produtores brasileiros depois que a União Europeia suspendeu as compras. Há um regulamento definido pelos 27 países que compõem o Bloco, exigindo de exportadores, medidas sobre o controle de micróbios e outros referentes à saúde animal. Nem foi coincidência a presença da embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, na CNA,  Confederação da Agricultura e Pecuária.

Em discussão esteve a suspensão

de exportação de carne,

anunciada para setembro de 2026.

Na sede da UE em Bruxelas, os membros do sistema de controle sanitário animal, definiram 12 países que não demonstraram capacidade para cumprir o regulamento europeu, sob o ponto de vista técnico. Brasil é parte dessa lista dos exportadores que vendem na Europa e como os demais, terá de estar  preparado.

Membros da diretoria da Confederação que representa os produtores da agricultura e pecuária, estiveram com a Embaixadora e receberam as informações necessárias ao cumprimento das regras para a exportração. Todos os produtores terão de estar prontos para executar as regras e isso tem o prazo a partir de setembro de 2026.

Estas são as palavras da CNA, após a reunião com a representante da União Europeia: "Durante o encontro, foram discutidos o alcance da medida (da União Europeia) e o que precisa ser feito para revertê-la. As partes reafirmaram a disposição de manter o diálogo construtivo e de atuar de forma conjunta, com vistas a assegurar previsibilidade e preservar o fluxo comercial, à luz do interesse comum em fortalecer as relações entre o Brasil e a União Europeia."

Brasil vende carnes à Europa há 40 anos. É o terceiro destino internacional do produto, com destaque para China, EUA e os países europeus em terceiro lugar. Para continuar com ênfase, os exportadores conseguiram faturar nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril, a quantia de R$ 658 bilhões. Tudo isso foi obtido, apesar da adversidade das tarifas que pularam de 12% para 55%, executadas pela China. 

Para enfrentar contrariedades crescentes, os brasileiros estão saindo a campo com objetivo de multiplicar os países compradores.

 

 

 

Fonte: CNA e Noticiario
 

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