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Fertilizantes mais caros pressionam preços da produção agrícola no Brasil


16-06-2026 21:44:39
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As tensões no Oriente Médio estão impactando o bolso do produtor rural brasileiro e podem elevar ainda mais os custos da safra de grãos 2026/2027. É o que aponta o levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com as compras atuais se concentrando no segundo semestre, este é o momento mais crítico para o planejamento do produtor. De janeiro a abril de 2026, o volume de fertilizantes nitrogenados e fosfatados importados, caiu de 7,7 milhões de toneladas para 7,4 milhões.

 


Acesse a análise na íntegra

A queda nas compras foi de 4%s comparada ao mesmo período de 2024 a 2025. Ao mesmo tempo aumentou 16% o valor desembolsado pelo País para importação, reflexo direto do conflito e impactos do custo logístico.

Preço do fertilizante sobe, mas soja e milho não acompanham

De acordo com a CNA, o dado mais preocupante não está apenas no preço dos fertilizantes, mas na deterioração da relação de troca. Para comprar a mesmaquantidade de adubo, o produtor precisa entregar mais sacas de soja ou milho do que em anos anteriores.

Em 2026 essa equação está pior do que em 2022, ano marcado pelo início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando os preços dos insumos também dispararam, mas as commodities agrícolas operavam em patamares historicamente elevados.

Dados do projeto Campo Futuro, do Sistema CNA/Senar, mostram que o preço médio por tonelada de ureia ao produtor, aumentou 40% no tempo do conflito no Oriente Médio. No grupo dos fosfatados, o preço médio do MAP subiu 20%. Por outro lado, as cotações da soja (+0,9%) e do milho (+0,1%) ficam praticamente estáveis no mesmo período.

Dependência externa segue como ponto fraco

O Brasil possui alta dependência externa para a utilização de insumos.

Cerca de 93% dos fertilizantes utilizados no País, foram importados.

Qualquer choque externo, seja por conflito armado, sanção

comercial ou crise logística, se traduz quase

imediatamente em custo maior para o campo brasileiro.

 

Preços altos levam a uma reconfiguração do mercado

Diante dos preços elevados, o produtor vem buscando fontes de menor concentração. Nesse contexto, em 2025 a China ultrapassou a Rússia e assumiu a liderança nas exportações de fertilizantes ao mercado brasileiro.

Os principais exportadores em 2025 foram China (26%), Rússia (25%) e Canadá (11%).

Durante o conflito, observa-se continuidade da mudança, com o aumento da importação dos produtos menos impactados, como potássicos, onde países como o Turcomenistão (8%) passa a figurar entre os 5 principais fornecedores no período de fevereiro a abril.

 

 

Fonte: CNA, Assessoria de Comunicação
 

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