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Aumento de 48,7% no querosene prejudica empresas aéreas

 

Aumento de 48,7% no querosene prejudica empresas aéreas
02-05-2022 19:59:59 (193 acessos)
Com o reajuste de 6,7% imposto pela Petrobras, o preço do querosene de aviação (QAV) soma 48,7% no ano de 2022, até 1º de maio. Para se ter uma ideia do impacto sobre o preço das passagens aéreas e o transporte de cargas por avião, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) reúne os 92% do aumento desse combustível em 2021. Eduardo Sanovicz, presidente da entidade considera que a conjuntura torna muito difícil uma recuperação plena da atividade.

 

Foto: Avião de carga Antonov escapa do ICMS, porque companhias estrangeiras não pagam QAV

 

Olha o que diz Sanovicz: “Mais uma vez o reajuste anunciado pela Petrobras comprova como as companhias aéreas enfrentam diariamente a alta dos custos estruturais, sobretudo com o atual cenário de guerra na Ucrânia que traz muita pressão para o preço do barril de petróleo e para a cotação do dólar. O setor permanece sendo resiliente, mas a atual conjuntura traz muita dificuldade para podermos obter uma recuperação vigorosa diante da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.”

Historicamente o QAV é o item de maior ineficiência econômica para as companhias aéreas brasileiras e responde por mais de um terço dos custos do setor, que tem parcela de mais de 50% indexada ao Dólar. A cotação da moeda norte-americana está atualmente em torno de R$ 5,1, sendo que o câmbio fechou o ano de 2017 em torno em R$ 3,19.

Brasil é o único País do mundo que tem um tributo regional sobre o QAV,

o ICMS. Já as empresas estrangeiras não pagam esse imposto para

abastecer em território nacional. É por isso que uma viagem internacional

muitas vezes é mais barata do que um voo doméstico, considerando-se distâncias similares.

 

Fonte: ABEAR
 

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