Linguagem: EnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish

Ventos de 125 kmh destroem bananais do Vale do Ribeira

Ventos de 125 kmh destroem bananais do Vale do Ribeira
[foto] - Ventania deixou prejuízos para mais de 200 plantadores de banana
16-02-2024 20:20:18 (336 acessos)
Pelo menos 200 produtores tiveram a plantação arrasada pela tempestade que se abateu no Vale do Ribeira. É a conclusão anunciada (240216) pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR). Meteorologista Bruno Kabke Bainy analisou e concluiu que passaram nos campos de plantio, ventos de 125 quilômetros horários (kmh), fazendo um fenômeno que chama de "downburst." Não houve precipitação de pedras de gelo, mas com essa força os ventos foram de consequências muito graves.

 


Segundo o secretário executivo da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR), Rafael Peniche, as condições meteorológicas resultaram, inclusive, na queda de energia elétrica na região. Cerca de 200 produtores tiveram prejuízos nas plantações de banana. "Um deles disse que 70% do bananal deitou. Ele perdeu praticamente a safra toda de março e abril. A entidade enviou ofício para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, solicitando linha de crédito emergencial, principalmente para o pequeno produtor."

Paralelamente, a entidade tem orientado os produtores que têm seguro das plantações que busquem acionar as seguradoras para não ficar em total vulnerabilidade financeira. Peniche acrescenta que, apesar de o Vale do Ribeira ser uma região propícia para esse tipo de cultura, por ter o solo naturalmente úmido, o que se observa é uma "mudança atípica no clima". Como forma de tentar contornar os problemas originados por ela, o que os agricultores têm feito são medidas básicas e simples, como amarrar as bananeiras com bambu ou fios, evitando que caiam.

"A última vez em que aconteceu algo assim foi em 2019. Foi totalmente inesperado para a gente e até para a própria Defesa Civil. A gente recebe notificações da Defesa Civil e, na terça-feira, recebeu um aviso, mas foi tudo muito em cima da hora. De dia, estava sol e, à noite, o tempo virou"

Bruno Bainy, explica a diferença entre pancadas de chuva, de tempestades, já que somente estas últimas provocam raios, por exemplo, e têm potencial destrutivo. Tempestades mais intensas podem ocasionar fortes vendavais, granizos grandes, com pelo menos 2,5 centímetros, e tornados. Além disso, há as chamadas linhas de estabilidade, que são tempestades mais organizadas, abrangentes e que costumam durar horas.

Na terça-feira (240213), data do evento no Vale do Ribeira, era possível visualizar a chegada de tempestades (linhas de estabilidade) através de radares. Contudo, não era possível prever microexplosões, ou seja, as formações de nuvens a partir da mistura de ar seco e frio.

"Não foi a passagem da frente fria em si que desencadeou essas tempestades, pois a frente passou entre quarta e quinta, mas a aproximação dela, à medida que avançava pelo sul do país, ajudou a criar um escoamento de oeste/noroeste nas camadas inferiores da troposfera, mais próximas à superfície, o que favoreceu esse tipo de formação de tempestade em formato de linha", afirmou Bainy, que pertence à equipe do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI).

 

 

Fonte: ABAVAR
 

 Não há Comentários para esta notícia

 

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.

Deixe um comentário

eP8Vw