No nível de regulação 2 da Convenção Internacional das Espécies de Flora e Fauna, diz o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) que a estratégia agressiva dos empresários internacionais poderá comprometer a existência da espécie símbolo do País. Esse instrumento legal não tem sido suficiente para enfrentar o perigo de extinção. Daí a defesa do agravamento da proteção e a criação de exigências para o emprego da madeira na confecção dos arcos musicais.
Profissionais são categóricos: o músico não pode ser criminalizado. Falam isso em alusão à exigência de um certificado de origem da madeira que o arco foi confeccionado. Proposta é exigir uma espécie de passaporte para o acessório mais nobre do instrumento, quer seja violino, viola ou qualquer assemelhado. Para os músicos essa é uma burocracia impossível de superar em muitos casos, porque são instrumentos feitos por artesões super especializados, pessoas simples.
Associação Nacional da Indústria da Música considera que é preciso regular o mercado para combater negócios ruins, mas o músico deve ser protegido. Entende que a certificação não vai funcionar e poderá criar um vazio de músicos e orquestras no País. Isso ocorrerá devido a burocratização na fronteira, onde a maioria não terá condições de provar a origem do material que foi confeccionado o arco. Desta forma decidem não vir se apresentar no Brasil.
Profissionais, empresários e organismos do Governo como IBAMA, FUNARTE, Ministérios da Cultura e Relações Exteriores estão apostando em soluções que partem dos debates. Acreditam em propostas boas que protejam a árvore do pau-brasil. Pedem que haja contribuições visando chegar ao bom termo.
Dias 26 e 27 de julho de 2025, na sede da Fundação Getúlio Vargas, FGV, no Rio de Janeiro, será realizado o Fórum Nacional de Ópera, Dança e Música. A discussão sobre o pau-brasil e a confecção de arcos de modo sustentável, vai ganhar um dos principais movimentos. Espera-se contribuições dos brasileiros e estrangeiros, que ajudem superar impasses. Estarão presentes 150 organizações do gênero e autoridades federais.
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