
Embarcações que fizeram essa história ao longo de mais de meio século, deixarão registros para os passantes e passarão apenas a fazer parte de uma estrutura de turismo e eventuais travessias dos que quiserem reviver outrora.
Uma ponte de concreto, situada a pouco mais de 200 metros, passa fazer parte do cenário.e virou atração, mostra de um tempo de administração pública que decidiu e fez o que muitos prometeram mas não cumpriram.
A travessia teve o tempo reduzido (não havendo congestionamento) de mais de 40 minutos (25 só de navegação), para apenas 5.
Embarcações e ferryboat
Sistema de Matinhos-Guaratuba foi implantado em 1960, com apenas uma balsa (hoje funcionam 4 balsas e 2 ferryboats).
Sobre essa história, a professora Vera Andrade que tem negócios em Santa Catarina,
conta que as pessoas atravessavam a Baía em uma canoa. "Meu irmão, ainda
bebê, era levado no colo e com máximas precauções." Essa passagem demorava em torno de 100 a 120 minutos.
O automóvel era deixado próximo do mar, antes da entrada do Cabaraquara; só no retorno
da família muito tempo depois, era retomado. Às vezes essa demora levava meses, porque tempo de férias.
Travessia pode ser considerada perigosa, causava apreensão e era
evitada quando o mar estava em determinadas condições que sugeriam risco.
Médico e cirurgião plástico, o paulista de Itararé José Ghisi Tatit também lembra
com saudade "daquele tempo." Em 1960 foi com amigos para um passeio a Guaratuba.
Antess de chegara no local para pegar o barco, "atravessamos 3 km de mata num
caminho improvisado." No mar, a embarcação enfrentou os rigores das ondas
fortes, que causou enjôo nos ocupantes.Fala o médico que era uma aventura
difícil, mais complicada no retorno e já ao anoitecer.
Todas as travessias comportam certa apreensão por parte dos operadores. Valdir explica que a estrutura que tem um rebocador ao lado é a balsa e a que tem motor próprio, o ferryboat, que carrega até 54 veículos.Navegador com 30 anos de expériência, conta que nunca houve desgoverno na travessia, embora haja registros de alguns acidentes com atravessadores, mas sem consequências graves.
Na vivência do dia-a-dia barcos ou ferrys tem muito de história. Festas na passagem de artistas "...todo tipo de gente" inclusive corajosos nadadores que se atiram ao mar. Famosos ou cenas íntimas dentro dos veículos, "fazemos vistas grossas, desde que não perturbem os demais..." Também tem registros de prisões de pessoass e apreensões de veículos e produtos "...porque depois de estar embarcado não dá para fugir."
Servir ao turismo
A partir da abertura da Ponte (em 1º de maio de 2026, quando Guaratuba celebra 255 anos de fundação), a expectativa é sobre o destino de funcionáios e embarcações. Muita ideia e nada de projeto em concreto até o momento.
Quanto aos seres humanos, trabalhadores, serão realocados para outros núcleos onde a Empresa faz travessias, no Paraná e fora do Estado.
Sobre as embarcações, devem permanecer por mais alguns dias até que seja definida uma destinação ou estrutura de turismo. Essa é uma das indicações: toda a estrutura da travessia será uma espécie de terminal de turismo, para explorar ambientes locais pela floresta do Cabaraquara e pelas águas do mar, com acesso às ilhas póximas. Em quanto tempo não se fala.
Ponte Matinhos-Guaratuba

Números da obra de arte especial, na PR-412, fornecidos pelo Governo do Estado:
Informações não oficiais (porque o Governo não esclareceu a respeito), indicam que o custo da obra da Ponte na abertura dos serviços foi de R$ 386,9 milhões. Pouco antes da conclusão, a Ponte já tinha valor reajustado para R$ 488,8 milhões, mas já comporta novas atualizações até o final, não declaradas oficialmente.
Até o momento da abertura da Ponte (prevista para inaugurar dia 29 de abril, mas transferida segundo anunciou o governo do Estado, por causa do tempo chuvoso), não se congitava de cobrança de pedágio; mas há quem sugira que para compensação do gasto, caberia cobrar uma taxa.
Falta uma rodovia
Sonho e promessas não cumpridas há muitos anos, a Ponte que liga Matinhos a Guaratuba, proporciona várias indagações. Termina ali na Prainha, sem contudo ter uma estrutura rodoviária capaz de não oferecer risco, se houver aumento da circulação.
"Ficou uma bomba para quem usa," opina Carlos (morador da região), um costumeiro usuário do destino. A explicação é simples: ainda não se sabe se haverá aumento de tráfego com a Ponte inaugurada em 1º de maio de 2026. Mas o certo seria que o Governo explicasse o que pretende fazer com a rodovia desde a BR-277 até Matinhos, onde perduram muitas dúvidas por parte de proprietários e comerciantes.
Apesar de inaugurada, a rodovia que atravessa a Ponte, não tem indicação de como vai ficar, no trajeto anunciado. Responsabilidade do Governo do Estado.
Fato é que logo após a Ponte, em ambos os lados, não vai acontecer melhoria ou ampliação da capacidade rodoviária, que tem 2,8 km até a Igreja de Caiobá, onde se liga à Avenidaa JK. Nos quase 3 quilômetros (da Prainha até a Igreja de Caiobá), a rodovia é cheia de curvas e muito perigosa, apesar de sinalizada.
Em Matinhos, o Viaduto
No trajeto que envolve a cidade de Matinhos, há algumas definições de tráfego. Governo estadual constroi um viaduto próximo da rótula de entrada lado norte. Obra indica que a rodovia vai cortar a cidade pelo meio em busca do acesso à Avenida Juscelinio Kubitschek. Significa muita indenização, algo que poderia ser evitado se o viaduto dirigisse o tráfego pela Avenida Curitiba até altura de um desvio para se encontrar com o km final da rodovia Alexandra-Matinhos.
Na Prefeitura, o sistema de trânsito já providencia uma reestruturação de tráfego visando separar quem vai para a rodovia que leva à Ponte, da circulação urbana. Esse esforço pode ser comprometido, se perdurar a travessia rodoviária pelo meio da cidade de Matinhos.
Fonte: Noticiario
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Belíssima matéria pelo Noticiário, nós matinhenses só tememos uma coisa como narrado no texto do noticiário, se o tráfego de veículos aumentar, como será para aqueles que moram em caiobá para se deslocar pela BR ou seja para guaratuba ou para curitiba vai se deparar com alguns transtornos e a maior atenção será no trecho entre caiobá a prainha que são pistas simples. O tempo vai nos mostrar, mas a respeito da construção da ponte ficou excelente sem dúvida, para nós que frequentemente estamos em guaratuba e vice verso, é um sonho realizado.