
Interrupção do transporte aéreo de passageiros por conta do preço do querosene, afetou o Acre, Amazonas, Pernambuco, Goiás, Pará, Paraíba e Minas Gerais. Mas o gerente de mercado da ANAC, Luiz Fernando de Abreu Pimenta, explicou que o Brasil não terá desabastecimento e que até agora "nenhum destino" deixou de ser atendido.
É persistente a alta do preço das passagens aéreas, boa parte causada pelo encarecimento dos combustíveis fornecidos por países exportadores que estão em guerra. Há muito que o Governo Federal tenta soluções e até injeção de recursos no sistema empresarial; mas não consegue resolver. Em consequência se instala a queda na taxa de ocupação dos aviões.
Isabella Pozzeti, coordenadora-geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo admite que o transporte aéreo brasileiro sofreeu redução de rotas regionais.
Petrobras cria programa
A Petrobras criou um programa temporário para reduzir os efeitos do aumento do combustível sobre as distribuidoras que atendem a aviação comercial. O programa permite parcelar parte do reajuste. Thiago Dias de Oliveira, gerente de Comércio Interno de Combustíveis de Aviação da Petrobras, informou que o aumento aplicado em abril ficou limitado a 18%. “Em maio, o programa foi renovado. O reajuste ficou limitado a 28% em relação ao preço de março. A diferença continua parcelada em seis vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026.”
Disse o gerente que a Petrobras prevê investimentos para ampliar a produção nacional de querosene de aviação e reduzir a dependência externa.
Atualmente, 9 refinarias produzem querosene de aviação no Brasil; 6 das quais pertencem à Petrobras. Das 14 distribuidoras do combustível, 11 são da estatal. Para socorrer o sistema de transporte aéreo, o governo suspendeu a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação até o fim de maio. Companhias de aviação querem prorrogar até o fim do ano o parcelamento de aumentos.
Demais combustíveis
Embora o preço do querosene de aviação tenha quase dobrado, os demais combustíveis tiveram impacto menor, segundo o diretor do Departamento de Combustíveis e Derivados do Ministério de Minas e Energia, Edie Andreeto Jr.
“O impacto no preço da gasolina no Brasil foi de 5,9%. O país mais afetado registrou alta de 56,3%. O Brasil teve o segundo menor impacto do mundo, atrás apenas da Espanha.”
O Brasil importa até 30% do querosene de aviação que consome.
Fonte: Agência Câmara de Notícias - Luiz Cláudio Canuto
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