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Brasil vacina contra o sarampo na frontera com a Colômbia e Peru

Brasil vacina contra o sarampo na frontera com a Colômbia e Peru
[foto] - Na divisa com a Colômbia e Peru, o Brasil vacina contra o sarampo. Foto AgBr, Paulo Pinto.

07-11-2026 22:59:47
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Porque as infecções do sarampo estão avançando sobre os países das Américas do Norte e do Sul, o Governo brasileiro está intensificando a vacinação. Pretende ir além do movimento de agora (261107) executado pelo Ministério da Saúde através do SUS (Sistema Único de Saúde) nas localidades de Tabatinga (AM), Benjamin Constant (AM), São Paulo de Olivença (AM) e Atalaia do Norte (AM), fronteiras do Brasil com a Colômbia e o Peru.

 


Dizz o Ministério da Saúde que a estratégia, realizada em parceria com os governos locais, busca ampliar a proteção da população diante do avanço do sarampo nas Américas, incluindo em países vizinhos ao Brasil. A proposta é intensificar a vacinação em portos, comunidades ribeirinhas e áreas indígenas.

Segundo a Ministério, equipes estarão em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais e também farão visitas domiciliares. A mobilização tem o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai). 

“Para fortalecer a resposta regional, o Ministério da Saúde disponibilizou 500 mil doses da vacina tríplice viral ao Peru, que registra mais de 2 mil casos em 2026 e está entre os países com maior número de notificações nas Américas. O envio está previsto para os próximos dias. A Colômbia confirmou 17 casos neste ano.” É o que diz um comunicado feito pelo Ministério.

Nos quatro municípios amazonenses, todas as pessoas, a partir dos 6 meses de vida, podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a dose zero, que não substitui doses previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses, deve ser seguido o esquema recomendado para cada idade.  

Cenário epidemiológico

Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2019, o País chegou a registrar mais de 20 mil casos. Em 2026 foram confirmados 65 casos importados. Para evitar a reintrodução da circulação do vírus, o Ministério mantém estratégias como busca ativa de casos, vigilância epidemiológica e bloqueio vacinal em áreas prioritárias. 

Dos 65 casos confirmados em 2026, totaal de 21 foram registrados no Amazonas, em municípios localizados na faixa de fronteira com o Peru e com a Colômbia. A maioria ocorreu em Tabatinga (9) e Benjamin Constant (6), além de Atalaia do Norte (2) e São Paulo de Olivença (4).

Informou o Ministério que, ao longo de 2025, a cobertura vacinal contra o sarampo no Amazonas chegou a 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda. No mesmo período, os índices nacionais de cobertura vacinal contra a doença, foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente.

 

 

Fonte: SUS, Ministério da Saúde e Agência Brasil
 

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