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Polícia Federal faz proteção urgente contra invasão de terra indígena no Pará

 

Governo manda Polícia Federal proteger contra invasores terra indígena Karimaã, em Altamira, no Pará
15-04-2022 21:03:53 (182 acessos)
Proteger o Território Indígena Xipaia, no município de Altarmia (Pará-PA), é a missão do Serviço de Repressão a Crimes Contra Comunidades Indígenas, da Polícia Federal (PF). Medida está em andamento e foi desenvolvida imediatamente assim que o apelo chegou (220414) ao Ministério da Justiça. Relato da cacique Juma, denuncia invasão por ilegais, da aldeia Karimãa, da etnia Xipaia. Polícia Federal e Força Nacional estão reforçando a proteção e informam que não houve conflitos.

 

Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que deflagrou nesta sexta-feira (15) uma operação para proteger o Território Indígena Xipaia, no município de Altarmia (PA), que foi invadido por criminosos que estariam cometendo crimes ambientais nessa região. 

“Recebemos a denúncia na noite de ontem [220414] e imediatamente começamos os preparativos ainda de madrugada para o envio das equipes que protegerão essa área em que está a aldeia Karimãa, da etnia Xipaia”, informou o chefe do Serviço de Repressão a Crimes Contra Comunidades Indígenas, Paulo Teixeira, que é delegado da Polícia Federal (PF). A operação conta com o envolvimento de agentes da PF e da Força Nacional de Segurança. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a cacica Juma Xipaia relatou que uma balsa de garimpo ilegal teria descido o Rio Iriri em direção à reserva. “Guerreiros das outras aldeias estão descendo com o objetivo de tentar um diálogo, para que eles [os invasores] saiam do território, mas nós estamos com medo”, relatou a líder.

O delegado da PF informou que, ao menos até agora, não há relatos de conflitos graves entre índios e forasteiros.

A assessoria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) informou que acompanha a situação e que está em permanente contato com as forças de segurança. 

O território Xipaia possui cerca de 179 mil hectares de extensão e fica localizado a 400 km da sede do município de Altamira, no sudoeste do Pará. As aldeias localizadas na zona de abrangência abrigam cerca de 200 pessoas.

 

220412 - 16:35 horas

Polícia Federal faz apreensões de madeira ilegal em terra indígena

Polícia Federal está na terra indígena Menkragnoti, perto da aldeia Kotori, município de Peixoto de Azevedo (Mato Grosso), fazendo apreensões e buscas. Também cumpre mandados da Justiça nas localidades de Matupá, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, e em Iporá, Goiás. Ação policial foca em liderança indígena que teria recebido R$ 70 mil para facilitar a retirada de 2 mil metros cúbicos (m³) de madeira. Ao final devem ser presos os madeireiros comprometidos.

Segundo a PF, a investigação começou em fevereiro de 2022, após denúncia recebida pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em Cuiabá de extração ilegal de madeira na terra indígena. Pela denúncia, nas proximidades da aldeia havia cerca de 2 mil metros cúbicos de madeiras cortadas e prontas para serem retiradas. E que os madeireiros da cidade de Peixoto de Azevedo teriam cooptado as lideranças indígenas da aldeia Kororoti, ofertando cerca de R$ 70 mil para a retirada dessa madeira.

Com base na denúncia, no mesmo mês foi realizada uma ação conjunta da Polícia Federal, Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Ibama e Delegacia de Meio Ambiente (Dema), que após sobrevoo de helicóptero, constatou o desmatamento e a existência de madeiras cortadas. Na ação, foram realizadas apreensões de armas e veículos pelo Ibama na terra indígena e nos seus arredores.

“Os mandados cumpridos nesta terça-feira têm foco nos possíveis participantes dos crimes, dentre eles madeireiros e uma liderança indígena. Os investigados podem responder pelos crimes ambientais de desmatamento e óbice à ação fiscalizadora do Poder Público, com penas de até quatro anos de reclusão e três anos de detenção, respectivamente, e associação criminosa, com pena de até três anos de reclusão, dentre outros crimes”, disse a PF em nota.

 

Fonte: Polícia Federal
 

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