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Canetas emagrecedoras podem retardar a evolução da catarata

Canetas emagrecedoras podem retardar a evolução da catarata

24-09-2026 01:59:49
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Publicação do Journal of Ophthalmology concluiu que as canetas emagrecedoras, possivelmente perigosas à saúde dos olhos, também podem desacelerar a evolução da catarata. Pesquisa testou os efeitos sobre um grupo de 44 mil pacientes com mais de 55 anos de idade, da Rede Colaborativa Global TriNetX em tratamento de diabetes, justamente para buscar resposta se a obesidade tem influência na formação de catarata. Concluiu o estudo que o medicamento pode inibir a evolução da doença ocular.

 


Recomendação  de Noticiario: Revelações tratam de "estudo observacional" e

precisam ser vistas com muito cuidado pelos pacientes potenciais. 

Nunca aplicar esse medicamento, sem antes consultar o médico especializado.

Sobre isso, veja o que diz o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, de Campinas (São Paulo), também membro da ASCRS (American Society of Cataract and Refractive Surgery): o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco do diabetes, condição que normalmente dobra o risco de contrair catarata.

As canetas emagrecedoras, estimulam a produção no intestino do GLS-1, hormônio que dá a sensação de saciedade, além de manter a estabilidade da glicemia e diminuir os riscos cardíacos para todos que usam esta classe de medicamento. Por isso, é natural que diminuam as oscilações no formato do cristalino. Isso preserva por mais tempo a transparência da lente do olho.

 De fato, os pesquisadores revelados pelo Journal of Ophthalmology,

dividiram os participantes em três grupos, todos acompanhados por 10 anos:

  1. O primeiro  sem diabetes, com sobrepeso ou obesidade que foi tratado com canetas de  liraglutida ou semaglutida.
  2. O segundo, tratado com diferentes inibidores de apetite. 
  3. O terceiro que não recebeu tratamento algum.

A pesquisa mostra que após 5 anos de acompanhamento,

quem usou as canetas, teve uma redução de 59% na

progressão da catarata, em relação aos outros grupos.

Aos 7 anos, a redução foi de 65% e aos 10 anos de 70%.

 

Revela ainda estudo que aos 10 anos as canetas reduziram em 85% o risco das cataratas do tipo cortical, que afeta a camada intermediária do cristalino; e, em 79% as do tipo subcapsular posterior localizada atrás do cristalino que geralmente progride mais rápido e é a mais frequente entre diabéticos.

O grupo tratado com inibidores de apetite  teve maior progressão da catarata do que o grupo que não recebeu tratamento. Isso revela que os inibidores de apetite aceleram o processo de oxidação das células do cristalino.

 Médico alerta e pede cuidado

Queiroz Neto destaca que apesar do resultado protetor das canetas apontado no estudo, ninguém deve começar a usar este tipo de medicamento sem  antes passar por uma consulta oftalmológica completa, incluindo a tomografia da retina. Isso porque, explica, pessoas acima do peso podem ter diabetes que predispõe à retinopatia diabética,  uma contra indicação para o uso das canetas.

Observa o Oftalmologista de Campínas que esse estudo é do tipo observacional e, portanto, não estabelece a relação causa e efeito.

De qualquer forma, o controle da glicemia e do peso, certamente beneficiam a saúde ocular. Oftalmologista afirma que muitos diabéticos ainda acreditam que não podem operar a catarata. Aconselha que não só podem como devem passar pela cirurgia o quanto antes. RAzão dessa pressa é que o procedimento  é mais seguro quando o cirurgião  consegue  enxergar o fundo do olho do paciente, que pode ter alterações merecedoras de atenção, nas cirurgias oculares. 

 

“A primeira defesa contra o envelhecimento célere dos olhos vem do prato, de potentes antioxidantes, como a luteína, a zeaxantina e a astaxantina que funcionam com filtro solar interno. São encontrados em alimentos comuns do dia a dia, entre eles  a gema do ovo, o espinafre, a couve, a sardinha e o salmão. Esses nutrientes viajam pelo corpo e se acumulam estrategicamente nos olhos. Lá dentro, funcionam como um escudo que absorve os raios de luz nocivos e a luz azul das telas, impedindo que o cristalino oxide e envelheça antes do tempo”

 

 

 

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